24 de julho de 2013

Yasmin vai para a escola! ♥

Pensei que esse post nunca fosse sair, ou pelo menos não fosse sair esse ano, mas sim, ela começará a frequentar a escolinha segunda feira.

Essa é uma decisão que eu protelei muito pra tomar, mas seria inevitável, uma hora ou outra ela teria que ir, e sinto que os estímulos que eu ofereço em casa já não são mais suficientes para entretê-la.

Massinha, giz de cera, lápis de cor, tinta guache, bola, pula pula, parquinho, filmes ... nada disso a atraía mais, portanto a escola se tornou mais do que uma simples opção, se tornou uma necessidade.

Iremos nos mudar em breve, mas sinceramente, não posso viver na expectativa do futuro, estamos aguardando entregarem o apartamento - que é do outro lado da cidade - mas enquanto não o entregam tenho que dar continuidade na vida, e a escola era uma das coisas que estavam suspensas por causa da mudança.

Pesquisei muito, li muito e visitei algumas escolas pra saber qual seria a que se encaixaria melhor nas nossas condições.

A escola que eu sempre quis que ela estudasse é a que eu estudei quando era criança, mesmo sendo longie de casa era lá que eu queria ela, lá tem horta, tem muito espaço, tem grama verde, parque... tem tudo que eu acho adequado pra uma criança, e não usam televisão como modo de entretenimento infantil, afinal, se é pra ver TV, que fique em casa sob a minha guarda!

Mas lá, de tão boa escola que é, tem fila de espera pras crianças.
Fiz a inscrição dela, mas sem expectativa de que surgisse uma vaga esse ano pq todas as turmas estavam completas, mas ontem as 6 da tarde o telefone tocou e eu numa super preguiça atendi, ela foi chamada, juro que eu quase dancei can can de tanta felicidade e a preguiça foi embora dando lugar a uma super empolgação.

Hoje fui lá fazer a matrícula dela e tirar todas as dúvidas que eu tinha/tenho.

Agora temos que comprar o uniforme, tênis para ela ir pra escolinha e a mochila.

Ficarei com ela nos três primeiros dias da adaptação, que é o padrão da escola, mas se forem necessários mais dias ficarei.

Triste mesmo é que a vaga é no período da manhã, ela "estudará" das 7:45 as 11:45 de segunda a sexta, e com esse frio não é legal levantar cedo, mas ninguém disse que seria fácil, né?

Conversei com ela e disse que ela irá para a escola, que lá é super legal pq tem amigos, brinquedos, professora, livros, horta, e parque, e sério, parece que ela risca tudo que eu falo e só enxerga e ouve parque, parque, parque. Está ansiosa pra ir pro parque, só isso!

E eu estou ansiosa por completo, pq é a primeira vez na vida que ela não vai ficar debaixo das minhas asas. Já ficou só com o pai, com os avos e até com a minha vizinha que é uma espécie de mãe pra mim, mas com um estranho não, e né, querendo ou não a professora é uma estranha, estarei junto, mas não é a mesma coisa de estar 100% presente!

E com isso tudo, com essa ansiedade toda eu concluo que dependo muito mais dela do que ela de mim, pq tenho certeza que ela vai se adaptar a escolinha mais fácil do que eu a ausência dela em casa no período da manhã.

E segunda eu volto com fotos dela linda, maravilhosa e uniformizada pro seu primeiro dia de aula!









22 de julho de 2013

Carol e seu segundo mês

"Oi, eu sou a Carol e tenho dois meses!"

É fantástico como o tempo passa rápido, dois meses que a Carol nasceu e enche meus dias de ternura, fofura e amor. 

Em 2 meses:

- Constatamos que ela não é mais um Marshmallow, não, Marshmallows embora sejam levinhos, tenham cor clarinha e sejam super cheirinhosos não são pesados, e Carol está pesadinha, por isso agora ela é um Toicinho, seu atual apelido é esse, não sabemos ainda com quanto de gostosura ela está, mas que está embolotando e crescendo, isso tá!
- Continua calma e tranquila como sempre. 
- Dorme a noite toda. 
- Raramente tem cólicas. 
- A-do-ra um colo. 
- Dá muitas risadinhas. 
- Gosta de beijinhos no pescocinho. 
- Teve reação a vacina do segundo mês, aliás, que merda porcaria que é dar vacina no filho, o coração da gente fica partido!
- Tomou seu primeiro banho de balde dia 21/07 e gostou muito, agora já o colocamos em nossa rotina. 
- Toma chá de erva doce e camomila. #mejulguem 
- Mama cerca de 120ml. 
- Continua chupando chupeta. 
- As vezes faz o dedo de chupeta. 
- Continua soluçando bastante. 
- Continua me pregando peças. Muitas vezes quando vou troca-la, termino de limpa-la e aguardo uns minutinhos pra ver se vai sair mais alguma coisa (xixi ou coco), quando acho que não, e já fechei o pacote  de lenços, ela jorra xixi como se tivesse um pintinho ou senão faz coco mesmo. Isso já aconteceu 3 vezes seguidas na mesma troca. 
- Embora deva ter crescido - crescido eu não sei, mas que engordou isso eu tenho certeza - continua a usar roupinhas RN. 
- Tem um jeitinho lindo/fofo/encantador de se espreguiçar. 
- Já disse que ela adora tomar banho?
- Uns dizem que se parece comigo, alguns dizem que se parece com o Pablo, mas eu, a mãe, acho que ela parece mesmo com meu pai e minha irmã, aliás, um negócio engraçado é que quando eu estava grávida da Yasmin eu vi seu rostinho uma única vez, quando ela nasceu não era o bebê do meu sonho, hoje sei que não era ela e sim a Carl, a bebê do meu sonho era a Carol (que coisa, não?).
- Tem trejeitos com a mão que remetem a uma dondoquinha bem fresca, aliás, ela tem o formato das minhas unhas. 
- Não furou azoreias ainda pq em todos os lugares que fomos acharam sua orelha muito pequeninha e não quiseram arriscar. 
- Não arrota com facilidade, mas solta pum que é uma beleza!
- Se eu fosse rotula-la com uma categoria de bebê do livro da Tracy Hogg, com certeza ela seria um bebê anjo. 

Resumindo, ela é linda, fofinha, saudável, sorridente, boazinha e maravilhosa, aliás, minhas duas princesas são maravilhosas (humildade me mandou um oi!). 
Esse segundo mês está melhor ainda que o primeiro, pq ela segue maravilhosa (redundante) e meu coração se entope mais ainda de amor!

Mês que vem voltamos com maiores informações sobre a Miss Toicinho, ops, Carol. 




21 de julho de 2013

Minha filha é fantástica

Sério, sem correr o risco de parecer pretensiosa eu afirmo Yasmin é fantástica!

Muita gente me pergunta com ela tem reagido ao nascimento da irmã, então decidi vir contar aqui. 

Antes de mais nada afirmo desde já que comecei a trabalhar a chegada de um bebe com a Yasmin ainda grávida, sempre fiz ela participar da coisa toda, e isso incluia leva-la as consultas comigo, explicar que tinha um bebe na minha barriga, e sempre, sempre que comprava uma coisa pra Carol, trazia algo pra ela, por mais simbólico que fosse, aliás, aqui é assim, ou compro presentinhos e coisinhas pras duas, ou não compro pra nenhuma. #extrema

Sinceramente eu não achava que ela teria a maturidade de lidar com tudo como tem lidado, ela tinha tudo pra dar problemas de comportamento com a chegada do bebê. 
Ela é mimada, é birrentinha, imediatista, primeira filha, única neta, única sobrinha, pensa numa criança mimada e estrelinha, então, essa é Yasmin. :)

Já no hospital ela se mostrou muito carinhosa com a Carol, pegou no colo, fez carinho, fazia silêncio pra não acordar a bebeê, e em casa continua assim, aliás, quem dá uns berros sou eu. 

Ela me ajuda na medida do possível, não a obrio a me ajudar, mas sempre chamo pra participar da hora do banho, das trocas de fralda, chamo ela pra ficar na cama com a gente, deixo ela deitar no carrinho da bebe, deixo segurar no colo e a mamadeira (lógico que eu estou próxima e segurando a Carol e ela só pensa que tá segurando), deixo passar perfuminho na irmã, pentear o cabelinho, e o resultado de tudo isso tem sido maravilhoso e fantástico. 

Ela faz carinho na irmã, dá beijinho, acalma, sim, ela acalma a irmã, quando Carol começa a chorar e eu não estou perto ela chega bem pertinho da bebe e diz "Calma bebê, passou, passou!", ou "Calma, a mamãe já vem!", sempre em um tom carinhoso e calmo. 

Lógico que no meio do caminho já aconteceram alguns percalços, ela já deu água pra irmã enquanto eu estava no banheiro, já passou danoninho na boquinha da Carol pq segundo ela é gostoso e a bebe queria, mas são coisas assim, e a máxima de ciúmes que tivemos foi ela pegar a chupeta a Carol pra chupar. Nada além disso. 

Isso pode ter nada a ver com tudo que eu fiz com ela durante a gravidez, como pode, eu particularmente acredito que é uma somatória de fatores, que é a bondade no coraçãozinho dela que faz com que ela seja assim com a irmã, e o fato de que eu dou atenção pra ela. 

É difícil sim dividir a atenção entre uma criança mais velha e um bebe que depende exclusivamente de você, mas nada que uma mãe não dê conta. 
Continuamos assistindo nossos desenhos, filmes, fazendo coisinhas juntas, levando ela pra cima e pra baixo, com abraços e beijinhos, confesso que não é fácil me desdobrar assim, mas é inteiramente possível. 

E no meio da nossa programação, colocamos a Carol pra participar com a gente, num filminho, num passeio, em tudo, e se a bebê não vai ela sente falta perguntando da irmã, aliás, ela fala que a Carol é a irmã dela, com um orgulho, um sorriso largo no rosto, que aperta o coração e enche os zóio de água, é lindo de ver o amor que ela tem na bebê. 

E no meio disso fico eu, apaixonada pelas duas, pq é maravilhoso ser mãe, do segundo então, é bem mais tranquilo, muito gostoso, e por mim eu teria mais um monte #omaridopira. 

E sigo assim, apaixonada pelas meninas dos meus olhos, pq sim, hoje em dia elas são isso, as meninas dos meus olhos, minha razão de viver, respírar, sorrir e me levantar a cada manhã buscando ser um ser humano melhor, eu nunca imaginei que a maternidade me completaria assim, mas completa. E eu fico assim, com o coração recheado de amor, pq é felicidade demais pra um coração só, não sou rica, não tenho tanto dinheiro, mas tenho o melhor marido da galáxia e duas filhas lindas, saudáveis, maravilhosas, do que mais eu preciso?

Nada, não preciso de mais nada, preciso apenas estar cercada dos que me amam e dos que eu amo, nada além disso, pq o resto é resto, essencial são eles, o restante dou um jeito!

20 de junho de 2013

Carol e seu primeiro mês!


E eis que o primeiro mês passou, e passou mais rápido do que eu poderia imaginar, passou tão rápido quanto a gravidez, e nesse período a Carol se desenvolveu tão bem como deveria.

Atualmente os dados são o seguinte:

- Agora minha pequetita tem meio metro, 50cm
- Pesa 3.300kg
- Não teve icterícia
- Chora só pra mamar e colocar o body
- Dorme muito bem, obrigada
- Reconhece minha voz, e quando não está no meu colo e ouve minha voz fica me procurando
- Tenta focar objetos
- Firma a cabecinha
- Tenta segurar as coisas com a mãozinha
- Relaxa bastante na hora do banho
- Dá risadinhas enquanto dorme
- Chupa chupeta pra dormir
- Callllllllllllma, calllllma e muito callllma, não tenho do que reclamar
- Faz uns barulhinhos engraçados, parece uma impressora emperrada, hahahah

E citando a Yasmin, a única coisa que posso dizer é que minha filha é fantástica, é amorosa, chama a Carol de Carul, me ajuda com o banho, coloca chupeta na boca dela, se a bebê chora e eu estou longe ela vem correndo me chamar ... um encanto mesmo. Aliás, além de cahamar a Carol de Carul ela chama a bebê de "Tibi bebê", achei fofo, pq Tibi é a boneca favorita dela!

Rola um ciuminho básico? Claro que rola, já tivemos episódios de coisas dentro da banheira, muitas vezes ela quer meu colo quando estou com a bebê nos braços, mas nada que não possa ser superado.

Confesso que achei que seria mais difícil, mas não é o bicho de sete cabeças que todo mundo falava, e acho que isso é devido à muita conversa, muito amor e muito carinho que eu dediquei a Yasmin esse tempo todo, sempre explicando pra ela que teríamos um bebê e que ela me ajudaria com ele.

E para o primeiro mês é isso que temos, espero que mês que vem haja mais desenvolvimento, mais amor, mais novidades!




15 de junho de 2013

Arrependimentos

Nunca fui o tipo de pessoa que fica se arrependendo das coisas, aliás, dificilmente eu me arrependo de alguma decisão que tomei. Se alguma coisa não deu certo, ela me serve de lição pra que eu não faça de novo, apenas isso, mas não fico chorando pitangas não.

Daí vem a maternidade e faz a gente morder a língua com uma infinidade de coisas, ou pelo menos comigo tem sido assim.

26 dias após o nascimento da Carol percebo como um filho é diferente do outro, e mais que isso, como meu jeito de ver as coisas mudou de um filho pro outro.

Olho pra Yasmin, que hoje é quase uma mocinha com seus 2 anos e me pergunto onde está o bebezinho que eu trouxe pra casa em um bebê conforto rosa. Sumiu, meu bebezinho sumiu.

Ela é uma criança, tão luminosa como um raio de sol, cheia de vida, vontades, desejos, personalidade, fofura, carinho, meu bebê sumiu. Não há traços de um bebê ali, o tempo passa rápido demais.

Confesso que meu único arrependimento é não ter feito mais com ela e por ela.

Tantas vezes eu priorizei lavar louça, passar roupa, limpar a casa, ir ao mercado, lavar banheiro, fazer as unhas, e tantas outras coisas que eram secundárias enquanto minha filha crescia.

Manter as coisas em ordem é fundamental, mas hoje eu vejo que eu não precisava lavar louça ou passar roupas enquanto ela estava acordada (afinal de contas, ela sempre dormiu bem), eu podia ter passado mais tempo com ela, brincando, me encantando e aproveitando cada milésimo de segundo ao lado dessa criaturinha que cresceu e cresce na velocidade da luz.

Mas a vida ensina, e só quem vive isso sabe o que é.

Hoje, quando olho pra Carol tão pequena, prestes a completar seu primeiro mês me dá um aperto no coração, pq eu sei que em um piscar de olhos ela estará do tamanho da Mimi, grandona, cheia de vida, aprontando todas, e que o melhor que eu posso fazer é aproveitar o máximo de tempo ao lado delas.

Se tem louça na pia, deixa lá, quando elas dormirem eu vou e lavo, afinal, não vamos ficar dentro da pia mesmo.
A roupa precisa ser passada? Precisa sim (tenho pânico de roupa amarrotada), mas quando elas dormirem eu passo, quando elas estiverem fazendo outra coisa e não precisando da minha atenção eu faço.

Não vou priorizar o que não é prioridade na minha vida, minha prioridade é minha família, são as minhas meninas, meu marido, meus pais, e eu tenho que aproveitar pra pega-las no colo, abraçar, beijar, fazer carinho, e todas essas coisas, enquanto elas são pequenas, enquanto elas aceitam infinitos beijos, enquanto elas cabem no meu colo e precisam do meu abraço e do meu carinho pra curarem as feridinhas que a vida traz. Depois de grande vão receber colo, carinho, amor, mas eu não sei quando elas vão querer isso, e hoje, beijinhos, abraços e toda sorte de carinhos dependem apenas de mim e do tempo que eu posso dispor à elas.

Criança precisa de colo, de amor, de beijinho, de cafuné, nessa idade mais que nunca, mais que em qualquer idade.

E é isso, se tem uma coisa nessa vida que me arrependo é do tempo que posso gastar com elas e acabo não gastando, pq um dia sei que meu ninho ficará vazio e eu vou lamentar mais do que agora a ausência delas.

E você, do que se arrepende?



6 de junho de 2013

Senhor Peixe!


Minha irmã vinha prometendo um peixe pra Yasmin há tempos, mas sempre esquecia de comprar, e sério, eu nem fazia muita questão, afinal de contas, limpar aquário, cuidar de peixe não era uma responsabilidade que eu queria no momento - preguiça mesmo... zzzzzZZZZZzzzzz

Mas ontem eis que a Laís chegou trazendo um peixe.
Um Beta, que eu não faço a mínima ideia se é macho ou fêmea, mas que deixou a Mimi enlouquecida, ela olhava pra mim e dizia "Mãe, o peixe!" como se aquilo fosse a coisa mais legal do mundo, achei tão fofinho.

Perguntei à ela como chamaríamos o peixe, qual seria  nome dele, e ela na maior naturalidade do mundo me disse "Peixe, ué!" e agora temos em casa um novo membro, o Sr. Peixe.

Espero que esse peixinho nos traga muitos momentos gostosos, pq ela tá apaixonada no peixe, quer "assisti-lo" toda hora, e não basta assistir, temos que assistir junto o peixe nadar, aliás, se o peixe está parado ela acha que ele dormiu e grita enlouquecida pra ele acordar! hahaha

Se eu não fosse tão preguiçosa e soubesse que ela ficaria tão feliz em ter um peixinho, já teria comprado há mais tempo, se bem que ontem com menos de uma hora que o peixe estava em casa, ele quase voou de dentro do saquinho que vocês podem ver na foto, portanto, acredito que se ela quiser ficar pegando o aquário toda hora, em breve terei que providenciar outro!

Mas por enquanto vamos curtindo o Senhor Peixe, e quem sabe um dia não compramos uma namorada pra ele!





26 de maio de 2013

Filha, sobre o seu nascimento

Carol, esse post é pra você filha, pra que no futuro você saiba como foi o dia do seu nascimento.




Dizem que a maioria das mulheres passa a vida toda procurando um verdadeiro amor, aquele que completa, que preenche, que inunda, que a faz sorrir à toa, que a motiva se a levantar todas as manhãs e buscar sempre ser alguém melhor. Não sei te dizer se toda mulher consegue sentir a felicidade que eu sinto, mas me sinto completa e realizada, pq ao invés de um único amor eu tenho três, exatamente dessa maneira que eu descrevi, amores verdadeiros, que me preenchem e me motivam, seu pai, sua irmã e você.

Quando eu achei que não poderia mais sentir o amor com a mesma intensidade você chegou com tanta delicadeza, tão pequena e indefesa, fazendo cair todas as minhas barreiras e me render a esse amor infinito novamente, não que eu não a amasse enquanto éramos apenas uma, mas tê-la nos braços, segurar suas mãozinhas ... ah, não existem palavras que descrevam como esse amor pode ser tão grande que chega a doer, mas vamos aos fatos.

Antes de mais nada quero que você saiba que eu sempre quis o melhor pra você, e se o melhor estivesse ao meu alcance eu o faria por você.
Queria um parto natural, mas não foi possível, embora eu tenha insistido até o último instante.

Nos dias que antecederam seu nascimento tive que ir ao hospital de dois em dois dias fazer ultrassom com doppler e cardiocotoco, o médico achou que você estava pequenininha e magrinha demais pra minha idade gestacional e isso o preocupava, e as ultrassons eram discordantes na sua idade, a ultima que fizemos deu que você não tinha 39 semanas e sim 33, meu líquido estava muito reduzido, e assim, decidi que sendo desnecessária ou não, eu não colocaria você em risco teimando em um parto normal, embora dessa vez tenha sentido contrações doloridinhas e só de ter sentido isso, já me sinto muito feliz.

Segunda feira, sua irmã ficou com a vovó e lá fui eu pro hospital ver o médico, no caminho comprei algumas coisinhas para nós (acho que eu já sentia que daquele dia não passaria) e segui, e como havia sentido, seria internada na segunda mesmo.

Tinha até as 17:00 para me internar, avisei seu pai, seus avós, sua tia, e as 17:00 fomos internadas.

Confesso que embora soubesse tu-do que estava por vir, temi, temi por nós, temi por estar longe da sua irmã, confesso filha, tive medo, medo pq tudo seria novidade de novo, e em meio a tudo isso, tive medo de não ser uma mãe a sua altura.

No centro cirúrgico chorei. Não, não foi nada escancarado, não foi aquele choro que faz o nariz da gente entupir, mas chorei, primeiro pq pegar o acesso pro soro é dolorido de verdade, dói mais que a anestesia, dói mais que arrancar bife da unha, a mocinha raspou a agulha no meu osso, e ao invés de subir num banquinho e dar nela, eu desandei a chorar, um choro quietinho, sentido, daqueles típicos de quando eu fico triste.

E depois chorei de novo quando o anestesista veio conversar comigo. Ele viu que eu estava nervosa, e disse que iria me anestesiar deitada de lado.

Pausa.

Foi a coisa MAIS digna que alguém fez por mim durante a gestação toda. Digo isso, pq final de gestação é uma coisa de louco, a barriga pesa, tudo se torna difícil, e ser anestesiada sentada, forçando o corpo pra frente requer muito esforço por parte da grávida.
Foi muito tranquilo ser anestesiada de lado.

Despausa. 

E é estranho pensar que embora soubesse tudo que estava por vir, senti medo, tremia igual bambu verde durante a anestesia, mas pensei comigo "quer saber, vai dar tudo certo, vou relaxar!", e relaxei.

Relaxei filha, e deixei a coisa fluir, relaxei por mim, relaxei por você, não queria que seus últimos instantes dentro de mim fossem estressantes, eu queria te passar calma, serenidade, a mesma calma e serenidade que eu te passei a gestação toda.

E assim a coisa fluiu. Depois da anestesia me lembro de um forte enjoo, seguido do chorinho mais emocionante da minha vida.

Não chorei, me emocionei muito, mas não chorei, e não pq sou insensível, mas pq ao ouvir seu chorinho fui inundada por uma felicidade tão grande, uma alegria tão grande, que era impossível chorar, eu sorria, simplesmente sorria, e agradecia por você ser saudável e perfeita, era como se eu estivesse andando calmamente em um dia de sol leve, por um campo verdejante, cheio de flores cheirosas e coloridas, e ao fundo disso pudesse ouvir o som de muitas águas, um som tranquilizante, e a cada inspiração eu sentisse muita paz, muita calma e um cheirinho gostoso de coisa fresca.

Relaxei, dormi e quando acordei no quarto estava com fome, muita fome, mas ainda não poderia comer nada, me trouxeram você e eu pude sentir com calma seu cheirinho, sua pele, ver seu rostinho, apreciar seu sorrisinho, enfim, pude ficar contemplando como você é perfeita, como o amor que eu e seu pai sentimos um pelo outro pode se materializar em uma criaturinha tão pequena, tão linda, tão graciosa.

Dias depois viemos pra casa, e agora estamos aqui, você dormindo tão serena no carrinho ao meu lado, sua irmã dormindo no berço e eu sorrindo á toa.

Sabe filha, eu não sei aonde a vida nos levará, como será nossa relação futuramente, o que eu sei é que farei o melhor para ser uma boa mãe para vocês duas, uma mãe justa sempre, errando, acertando, mas acima de tudo, amando vocês com todo meu coração e com tudo de melhor que há dentro de mim.

Te amo muito, minha pequenininha.

Beijos, mamãe.


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- Ao nascer:

Peso: 2.685g 
Altura: 45cm 

- Na alta: 

Peso: 2.510g
Altura: a mesma =)


 

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