30 de outubro de 2013

Marie



Querida Marie; 

Sou daquele tipo de pessoa que tem uma listinha pra tudo, listinha pra ir ao mercado, listinha pra ir ao bazar, listinha disso, listinha daquilo, listinha de coisas pra fazer antes de morrer, e listinha de coisas pra fazer com pessoas antes delas irem embora.
Você gostava tanto de vento, de liberdade, meu plano pra nós era comprar um capacete pra cada uma e dar uma volta de motoca pra que suas orelhinhas balançassem e você fizesse a cara de feliz que sempre fazia quando passeávamos.

*
- Olha mãe, ela levanta a patinha pra tomar leite! Owwwwn.
*
- Mariiiie, não pode pegar o bichinho de pelúcia!
*
- Ahhhh dona Marie, xeretando na minha bolsa de novo buscando doce?
*
- Você não pode roubar as bolinhas da árvore de natal, Marie!
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Você esteve presente em nossas vidas em momentos tão importantes.
Quando o Pablo entrou em nossas vidas, lá estava você a abanar o rabinho e o recebendo de patas abertas.
Quando perdi o bebê, lá estava você deitada comigo na cama, me olhando e parecendo entender tudo que eu sentia.
Quando arrumávamos tudo pra chegada da Yasmin lá estava você supervisionando tudo e até entrando dentro do carrinho pra conferir se estava tudo certo, e quando ela chegou, você não ficava tão perto, mas bastava a bebê chorar pra vir me “avisar” que algo estranho estava acontecendo.
Com a chegada da Carol você agiu diferente, ficava pertinho e ela te olhava e sorria, e você em retribuição simplesmente ficava perto.
Yasmin corria atrás de você tentando te abraçar daquela maneira Felícia que nós bem conhecemos.

*
- Então deita aí no tapetinho Marie, vou fechar a porta do banheiro e você fica aí enquanto tomo banho, tá?
*
- Calma Marie, você vai com a gente, me deixa colocar a coleeeeira!! – e você passava entre minhas pernas e corria pro portão.
*
- Marie, me dá agora a pantufinha do bebê!
*

Minha querida, você não foi apenas uma cachorrinha, você foi minha companheira, minha amiga, minha ouvinte, meu bebezinho, uma vida que era um verdadeiro tesouro pra minha vida, e eu te amei da primeira vez que te vi até seu último suspiro conosco.
Eu lamento muito por você não ter sido eterna ao nosso lado, pq dói muito chegar em casa e você não estar aqui abanando o rabinho para nos receber com o rostinho amarrotado de sono, fazendo a mesma festa de sempre, nos tratando como se fossemos celebridades.
Aquele seu olhar puro, e o sorriso que dava quando ganhava um cafuné sempre estarão guardados na minha memória, junto com os bons momentos e toda felicidade que você nos trouxe, você teve uma vida breve, mas acredito que nem em uma vida toda eu aprenderia a amar como você nos amou, pq o amor é despretensioso, e você nos amava assim, pelo que simplesmente somos, sem se importar com conta bancária, fama, se nossa casa é grande ou pequena... você simplesmente nos amou e sempre nos deu carinho.
Obrigada por ter sido essa criaturinha que trouxe tanta alegria pra gente, eu queria ter feito mais por você, o buraco que sinto é como se não tivesse feito o suficiente, e pelo visto não foi.

*
Sou daquele tipo de pessoa que tem uma listinha pra tudo, listinha pra ir ao mercado, listinha pra ir ao bazar, listinha disso, listinha daquilo, listinha de coisas pra fazer antes de morrer, e listinha de coisas pra fazer com pessoas antes delas irem embora.
Você gostava tanto de vento, de liberdade, meu plano pra nós era comprar um capacete pra cada uma e dar uma volta de motoca pra que suas orelhinhas balançassem e você fizesse a cara de feliz que sempre fazia quando passeávamos.

Não deu tempo, infelizmente não deu tempo, mas Marie minha querida, se eu pudesse voltar no tempo, não teria feito nada diferente, teria me apegado como me apeguei e teria te dado todo amor que te dei, pq agora sei que você está em paz e descansando, talvez em algum lugar onde a grama seja verdinha e você possa correr sem obstáculo nenhum, livre como sempre deveria ter sido,
atrás das coisas que gosta, ou talvez esse lugar não exista mesmo, e seu corpinho tenha apenas descansado, mas pra mim a certeza de que você nunca mais irá sofrer e que agora nós temos que aprender a viver com a saudade, e que com certeza ela dói menos do que por tudo que você passou, não me consola, mas por hora me basta.

Te amarei pra sempre, te dou adeus mas com muita saudade desde já. 

11 de outubro de 2013

Alegria roubada

As duas memórias mais vivas que eu tenho dentro de mim são o nascimento das minhas meninas, não existe momento que se compare ao nascimento de um filho, aquela emoção de ouvir o chorinho que mudou minha vida, ou mesmo a mágica de ouvir o choro delas desaparecer conforme se aproximavam de mim e ouviam minha voz.

Ouso dizer que mulher nenhuma sabe o que é amor verdadeiro antes de ter um filho, ali, no momento que nasce nosso filho somos apresentadas ao maior amor do mundo, que sobrepõe qualquer tipo de barreira e que vai superar qualquer coisa nessa vida.

É, elas são o maior amor que eu tenho, hoje não imagino minha vida sem elas, aliás, não sei como pude viver tanto tempo sem essas meninas, ouvir a voz da Yasmin me chamando a todo momento, me abraçando pq gosta do meu abraço, me beijando pq diz que sou cheirosa ... e a Carol, ahh quanta doçura em apenas 5kg, aquela risadinha maravilhosa, aqueles olhos observadores e o suspiro que ela dá quando beijo seu pescocinho.

São coisas pequenas assim que transformam meu dia-dia e me fazem enxergar que a maternidade é isso, é dar valor nessas coisas diárias e pequenas, que fazem a nossa vida ser mais colorida, é estreitar os laços com muito carinho, e prezar pelo carinho sempre, pq elas irão crescer e talvez um dia – que eu espero estar bem distante – não queiram mais o meu abraço, o meu colo, então eu vivo um dia de cada vez aproveitando o máximo que posso da minha maternidade.

Talvez, seja por isso que eu fique tão incomodada quando leio em diversos lugares o parto sendo endeusado ou endiabrado, pq pra mim o parto é um meio pro fim.

Na gravidez da Yasmin, com toda informação que tive optei pela cesárea.

Não fui pressionada por médicos, por familiares, amigos, marido, ninguém, eu decidi pela cesárea sozinha.
Queria minha filha em meus braços o quanto antes, queria pra ontem, não tive paciência de esperar, cheguei as 40 semanas e como nem sinal dela querer nascer, marquei uma cesárea totalmente eletiva e fui conhecer o grande amor da minha vida.

Se eu me arrependo de ter feito isso?

De jeito nenhum, se tivesse que voltar no tempo faria tudo igualzinho, foi perfeito pra mim, estava cercada por todos meus amados, Yasmin foi recebida com extrema alegria e amor, veio saudável e linda, o que mais eu poderia querer?
Mais nada, pq minha vida estava completa e eu me sentia plena como mãe.

E quando eu pensei que não havia mais espaço pro amor em meu coração, recebi a notícia que estava grávida da Carol.

A segunda gravidez me trouxe uma calma que eu desconhecia, justamente eu que sou a ansiedade em forma de gente me vi tranquila e serena como nunca estive antes.

Assim como na gestação da Yasmin eu procurei ler sobre tudo que poderia ser benéfico pra Carol, final, existem tantos estudos novos em diversas áreas sobre nascimento, parto, cuidados com o recém nascido, que eu quis aprender mais.

E após ler muito e me basear em leituras eu passei a querer um parto natural, não era aquela coisa “vou morrer se não tiver um parto natural”, mas era algo que eu queria passar pra ver qual era, se aguentasse a dor iria até o fim, caso contrário ou se necessário, faria uma cesárea sem problemas.

Embora eu seja muito saudável, minha saúde tem certas limitações, eu tenho uma hérnia umbilical gigante que salta e dói se eu faço qualquer tipo de esforço físico, e ano passado passei por uma cirurgia de grande porte, que demoraria cerca de 18 meses para cicatrizar totalmente, ou seja, o parto natural não era indicado pra mim.

Mas eu cismada queria pq queria um parto natural.

Os benefícios são tão grandes, pq privar minha filha de algo tão benéfico que é um parto natural?

Mudei muitas vezes de médico, e salvo engano, com 36 semanas passei pelo último (que é quem fez meu parto).

Fui sincera, disse que minha situação era a descrita acima, hérnia umbilical que doía até ao espirrar (sem exageros), recém operada de uma cirurgia de grande porte ... e que queria um parto natural pq li por infinitas horas na internet que o parto natural era o melhor pra minha filha.

Ele disse que se eu quisesse poderíamos fazer o seguinte, eu entraria em trabalho de parto e iria imediatamente para o hospital, pq minha hérnia gigante poderia estrangular e eu tinha que ser monitorada o tempo todo.
Nada de sorinho acelerador pq eu vinha de uma cesárea anterior, então o trabalho de parto teria que evoluir sozinho, e o parto evoluiria tranquilamente e ele estaria comigo, desde que no hospital.

As semanas se seguiram, e eu estava empolgada com a ideia de um parto natural, mas não descartei em momento nenhum a cesárea, afinal, vai que fosse necessário.

Não estava ansiosa, não estava nada, estava normal, eu Julia seguindo minha vida e aguardando o nascimento da minha caçula!

Com 39 semanas meu médico pediu uma ultrassom pra sabermos a posição que ela estava, pois com 36 semanas ela estava atravessada na minha barriga.

Quando levei o resultado meu médico disse que Carol estava com um déficit de desenvolvimento, estava abaixo do peso e minha barriga de 39 semanas tinha altura uterina de 32. Alguma coisa poderia estar errada.

Por precaução, pediu que eu fosse ao hospital fazer exame dia sim dia não pra acompanharmos como a Carol estava, já que ela se mexia bem pouco e o tamanho estava alterado.

E assim fui, tanto que passei o dia do meu aniversário (19/05) no hospital sendo monitorada. Eu fazia cardiotoco, mis um exame que eu não me recordo e ultrassom pra saber a situação da pequena.
Na ultrassom desse dia a médica ficou assustada com a quantidade de líquido que eu não tinha, o liquido estava baixo e a mobilidade da bebê comprometida.

O médico que me acompanhava aquele dia disse que segundo o cardiotoco eu estava com contrações leves, ligou para meu médico e passou a situação.

Meu médico disse que era pra eu ir ao consultório dele no dia seguinte (e não deu quase 12 horas de diferença entre o exame a consulta com ele).

Já no dia seguinte na consulta ao ver os exames ele foi bem enfático ao dizer que ela estava com restrição de crescimento e que a mobilidade dela estava comprometida devido a baixa de liquido.

Após essa conversa só deu tempo de levar as malas para o hospital e internar.

Eu estava feliz, muito feliz em finalmente conhecer minha menininha, mas meu coração se apertou no centro cirúrgico.

Pensei comigo “poxa vida, será que estou sendo enganada?” e deitada chorei.
Um choro solitário, sentido, um choro triste de impotência, pq eu coloquei na minha cabeça que queria passar por aquilo, afinal, quem não quer dar o melhor pro filho? Eu queria, enchem tanto a cabeça da gente que o parto natural é isso e aquilo, que é menos traumático ... poxa vida, minha filha sendo tirada a força de dentro de mim, que evento mais traumático, me senti uma bosta de mãe.
Eu deveria estar empoderada, ter o controle do meu corpo, dizer não pra esse sistema cesarista que todo mundo fala. 
E chorei sozinha.
Não foi um choro de soluçar, mas lembro que as lágrimas eram amargas.

O anestesista entrou e me viu quietinha, chorando e me perguntou o que estava acontecendo.
Tudo se resumiu em uma palavra: MEDO.

Em meio as lágrimas contei tudo que se passava na minha cabeça, o pq de estar ali, a restrição de crescimento, minha agonia.

E em toda minha gravidez o gesto dele foi o mais humano que alguem fez por mim durante toda gravidez, ele acariciou meu rosto e disse que eu deveria relaxar, ficar calma, e que os últimos instantes dela dentro de mim, independente da via de parto deveriam ser momentos felizes, que aquela tristeza toda não faria bem pra nós duas, e que o importante era ela vir com saúde.

Após isso me acalmei, fui anestesiada e minha princesa nasceu.

Sim, ele tinha razão, o importante seria ela vir com saúde, nada além disso.

E quando ouvi aquele chorinho gostoso de vida, as lágrimas correram de felicidade, pq como eu disse lá em cima, o chorinho da vida mudou a minha vida!

Só quem já esteve em um centro cirúrgico e ao invés de ouvir o chorinho que muda a vida, saiu de lá com os braços vazios e o coração despedaçado sabe a alegria que é viver esse momento seja ela por cesárea ou por parto natural.

Momentos antes dela nascer me lembrei do dia que estive em uma maternidade e saí de lá com os braços vazios e o coração em frangalhos pq meu sonho não tinha vida.
Me lembrar disso me deu alegria pra apreciar aquele momento tão especial, pq me desculpem, mas o triste não é ter um parto frustrado, triste é você entrar grávida e sair sem seu filho, é ver seu sonho ir embora sem poder fazer nada.

Eu quase tive a alegria do meu momento roubada, digo quase pq no ultimo minuto do segundo tempo me lembrei disso e me lembrei que tinha uma joia especial em casa me esperando, nascida da mesma maneira e que era muito amada, muito desejada, que é o amor da minha vida.

Minha alegria quase foi roubada pq agora dizem que só é boa mãe quem sente a dor do amor verdadeiro, que só é boa mãe quem pari naturalmente, e eu não sei em que momento eu me deixei levar por isso, mas ser mãe é muito mais que dar a luz, ser boa mãe é dar exemplo, carinho, ensinar bons valores, cuidar e mostrar o bom caminho, o parto é apenas o começo de tudo, ser mãe é uma jornada tão longa, tão solitária, que eu não sei como pude me deixar levar por isso.

Se eu tiver uma nova gestação, não vou ler nada, não quero saber de nada, quero fazer meu pré natal normalmente, mas não quero ler sobre benefícios disso ou daquilo, pq eu não quero sentir o que senti.

“Ah mas vc caiu em uma desnecessarea”, juro que pra quem me disser uma porcaria dessas direi que desnecessário é esse tipo de comentário.

Ao contrário do que possa parecer, sou muito bem resolvida com meus partos, não me arrependo de não ter tentado ir até o fim, afinal, se ele é medico e estudou quem sou eu pra achar que naquela situação sei mais que ele me baseando apenas em estudos do google?

Eu vejo muita gente dizendo que a cesárea foi banalizada, e que tudo que é indicação é desnecessarea, mas eu como mãe, jamais colocaria a vida das minhas filhas em risco por um capricho, por um achismo.

E eu quase tive meu momento de alegria roubado, mas não, quando me trouxeram aquela bebezinha minúscula a emoção foi a mesma, o choro emocionado foi o mesmo, só o amor que não, o amor se multiplicou por 10, por 100, por 1000 em questão de segundos, pq no fim das contas não me importaria se ela nascesse pelo buraquinho do meu nariz, o importante era ela estar bem e nos meus braços, o resto?

Ahh, o resto é resto e cada um sabe bem onde o sapato lhe aperta!!

1 de outubro de 2013

Momentos

Sábado à tarde...

Estou ao telefone quando ouço Yasmin na sala dando risada e Carol rindo junto, de repente silêncio e a Carol bota a boca no mundo.
Não posso abandonar o telefone, mas não posso ignorar que alguma coisa está acontecendo.
Minha santa mãe vai na sala pra ver o ocorrido e se depara com Yasmin segurando minha água de passar e dando pequenas borrifadinhas no rosto da Carol - que estava no carrinho.
Pq ela colocou a boca no mundo?
Pq a irmã parou de molhar o rostinho dela!

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Ontem...

Yasmin sentada no chão da sala, Carol no bebê conforto.
- Pode balanxar a bebê mamãe?
- Pode sim.
E Yasmin segue balançando cuidadosamente a irmã, olhando a "bebeginha" com tanta ternura que dói o coração. Carol, de nada boba que é, sorri toda banguela para Yasmin.
De repente ela para, olha pra Carol e diz:
- Um abraço bebeginha Carol, um abraço!
E abraça a irmã com extrema delicadeza, voltando a balançar em seguida.
Balança com mais cuidado, e de repente solta algo que faz meu coração quase explodir.
Para o bebê conforto, olha no bem nos olhos da irmã e diz:
- Eu tinhamo bebeginha, eu tinhamo!
Dá um abraço na irmã, um beijinho na bochecha, levanta, e saí pedindo biscoito de chocolate.

Essas minhas filhas tem o dom de fazer brotarem ciscos nos meus olhos!

3 de agosto de 2013

Vida escolar...

É, Yasmin agora tem vida escolar, com direito a amiguinhos, agenda, mochila, necessarie ... minha menina está crescendo e o tempo está passando muito rápido!

A adaptação vai bem, quer dizer, vai bem dentro do que é considerado normal, mas não vou dizer que vai bem a ponto dela chegar na porta da sala, me dar tchau e sair correndo pra galera, ou bem a ponto dessa que vos escreve não se sentir péssima em deixar a filha na escola.

Ela chora quando percebe que vou embora. Segundo a professora ela choraminga, deita no colchãozinho, porém, na medida que as crianças chegam ela começa a interagir e esquece que não estou por perto.

Procuro enfatizar pra ela todo tempo os pontos positivos da escola, os amigos, o parque, os livros, levar a mochilinha cheia de coisas ... e acredito que digo tudo isso pra ela, mas no fundo afirmando pra mim que essas coisas são boas pra ela, pra me convencer.

Até quarta feira eu estava ligando todo dia pra saber com ela está, mas parei, analisei e decidi que se houver alguma coisa que eles não possam contornar na minha ausência entrarão em contato comigo, afinal, se eu decidi que aquela escola atende as necessidades dela eu tenho que confiar, e realmente, em uma semana não tenho o que reclamar - por enquanto.

Hoje a reunião foi muito esclarecedora, foi apresentada aos pais as atividades que serão desenvolvidas com eles até o  fim do ano, e fiquei muito satisfeita pq trabalharão várias coisas que eu acho importante reforçar em uma criança.

Nessa primeira semana já pude notar uma grande diferença no comportamento da Yasmin.
Ela está mais calma, menos birrenta e imediatsta, por outro lado, não posso sair do seu campo de visão, se ela nota minha ausência começa a chorar desoladamente, está extremamente apegada a mim.

Voltou da escola cantando a música da Borboletinha e eu achei isso tão lindo, aprendendo coisas que não sou eu quem ensina, me emociono em ver como ela está crescendo e em como seus horizontes estão se expandindo para além das minhas asas.

Sexta feira ela não foi a aula, ou seja, está com uma "folga" de três dias da escola, e eu torço de coração pra que ela não estranhe tanto - pq segunda feira é tensa pra todo mundo, neh?

Mas vou viver um dia de cada vez, e tentando não ficar tão ansiosa pelo amanhã, já que sofrer de véspera não adianta nada.

Agora é curtir o fim de semana e acordar cedo na segunda!

Beijos pra vocês!



A nova moda é sorrir!


Não basta ser linda, maravilhosa, boazinha, e espertinha, tem que sorrir!

E de uns dias pra cá a nova moda é sorrir, assim, sorrir a todo tempo.

Sorri quando falo com ela.
Sorri quando me vê.
Sorri para a irmã.
Sorri para o papai que conversa co ela.
Sorri quando canto pra ela.
Sorri quando mama.
Sorri quando a pego no colo e a aconchego em meus braços.
Sorri quando seguro sua mãozinha.
Sorri quando falo coisinhas ao pé do seu ouvidinho.
Sorri quando a coloco ao meu lado no quintal pra estender roupas e ficamos (?) conversando.
Sorri quando beijo enlouquecidamente seu pescocinho.
Sorri quando faço vozes bem idiotas pra chamar sua atenção.
Sorri, mas perde a paciência comigo quando fico passando a chupeta em sua boca e enrolando pra dar a chupeta pra ela.

Enfim, ela tem motivos de sobra pra sorrir, e eu, motivos de sobra pra me apaixonar diariamente pela minha caçulinha!

É muito amor, muito carinho, muita fofura, que eu nem sei como cabem dentro de um coração só!

:)

30 de julho de 2013

A ficha caiu!!

É, no segundo dia de aula a ficha caiu, a dela e a minha.

Como comentei no Facebook, se ontem seu primeiro dia de aula foi uma ida ao paraíso pra nós duas, a madrugada foi bem tensa e quase uma ida ao umbral.

O decorrer do nosso dia pós aula ontem foi muito tranquilo, porém, depois das 18h Mimi ficou extremamente chorosa, só queria colo, o tempo todo, chorava pra colocar meia, chorava se eu colocava a mão em seu cabelo, chorava se eu a pegasse no colo sentada, chorava se eu ficava em pé com ela no colo... cheguei até a pensar que estivesse ficando doente ( pois o narizinho estava trancado, e dia desses deixei ela na banheira quando ouvi ela chamando e ao chegar no banheiro me deparei com ela em pé, ao lado da banheira, segurando todos os brinquedinhos aquáticos que pôde agarrar, e dizendo que o chuveiro estava gelado!), mas não está doente não, está ótima!

Se estava chorosa depois das 18h, quando o Pablo chegou as 23h ela estava mais chorosa ainda. Pablo brincou com ela, fez mamadeira, conversou e fomos todos dormir, aliás, ela estava contrariada, não queria ir pra cama!

Exatamente as 3:00 da madrugada ela começou a chorar e me chamar.
Levantei e fui ver o que estava acontecendo, ela dormia e chorava dormindo, me chamava dormindo. A acalmei e voltei pra minha cama, e isso se sucedeu as 3:15, 3:30, quando foi 3:50 deitei na cama com ela, e assim seguimos até as 5:00.
5:00 ela começou a via sacra de novo, e o Pablo pediu que a levasse pra nossa cama, afinal, cama de pai e mãe é quentinha, dá sensação de segurança, os dois estão próximos, cama de pai e mãe é tudo de bom!
Ela dormiu, Pablo dormiu e eu fiquei me esgueirando na beiradinha da cama, quando consegui pegar no sono deu o horário de levantar pra arruma-la, preparar café da manhã e tudo mais.

Lógico que eu parecia um zumbi bêbado no melhor estilo The walking dead, pq sério, eu posso ficar sem dinheiro, sem leite, sem comer, sem carro, mas eu não posso ficar sem dormir, mas voltando ...

Pensa numa criança irritada às 7 da madrugada manhã, essa era Yasmin!
Não queria tomar banho, foi pro banho na marra, chorooooooou até não poder mais, um choro ardido, estridente.
Chorou pra colocar a roupa, e pra pentear o cabelo foi um verdadeiro inferno, parecia que eu estava escapelando a garota, não queria que o pente relasse nas madeixas, prendê-lo então estava fora de cogitação ...

Fomos para o colégio.

Ela se animou um pouquinho ao ver as crianças no portão da escola, e assim que entramos e fomos pra sala dela e eu a entreguei no colo da professora ela foi sem chorar, mas daí eu lerda que sou, caí na besteira de demorar um minutinho pra ver se ela iria brincar com as crianças. PRA QUE?

Ela me chamou, entrei na sala e ela quis colo. Peguei.
Ela não queria me soltar mais, legal né? #sqn

Gentilmente a professora a pegou do meu colo e disse pra eu vir pra casa, a distraiu e a levou pro parque pra ver os brinquedos.

O trecho abaixo fez com que eu me sentisse a mosca do coco do cavalo do bandido, uma porcaria de mãe, senti culpa (coisa que eu nunca tive), deu vontade de bater a cabeça na parede (literalmente!).

Enquanto a professora a levava para o parque e eu ia em direção contrária, num chorinho sentido ela me estendeu os braços e disse "mamãe!".

A professora foi firme e gesticulou pra que eu viesse pra casa que ela ficaria bem.

Virar as costas pra minha filha me doeu, doeu de verdade, me deu um aperto no coração, um nó na garganta. Minha vontade era pega-la no colo e trazer pra casa, mas não o fiz, fui pro carro em silêncio e em silêncio voltei.

Já em casa parecia barata depois da dedetização, estava tonta, perdida, com o coração lá na escola.
Olhei pro relógio, 8:05 ainda. Resolvi que esperaria até as 9 e ligaria pra escola pra saber como ela estava.

Chegava o Natal mas não chegava o bendito horário.

Fui lavar a louça do café, colocar roupa pra lavar, varrer a casa, arrumar as roupas dela ... e nada do pensamento fluir pra alguma coisa que não fosse a escola, fiquei remoendo o assunto.

Juro, pensei até em desistir de leva-la pra escola.
Dane-se o restante, estou em casa com a Carol mesmo, pq manda-la pra escola num dia frio desse, ela deveria era estar em casa, debaixo do seu cobertor fofinho, tomando seu leitinho e assistindo Moranguinho.

Mas de que adiantaria não leva-la mais pra escola se ano que vem ela teria que passar por isso novamente?
Deixar a escola pra la seria o mesmo que pegar um atalho, o caminho mais fácil, e eu não sou de pegar caminhos mais fáceis quando se trata em educa-la. Sim, eu tenho que ser firme!

Protelei e liguei lá as 09:20 e a professora disse que ela dormiu.
Mais especificamente disse que ela foi pro parque, brincou bem pouco e dormiu no colo da professora, na hora do lanche acordou, comeu e ficou chorosa e ao voltar pra sala dormiu de novo, o problema era sono.

Se eu quisesse ir busca-la não haveria problemas, pq de início a ideia é acostumar a criança no ambiente, é passar segurança à ela, e não transformar a escolinha num campo de concentração infantil.

Fui.

Cheguei lá e ela estava dormindo no colchãozinho. Dormia pesado, e quando a chamei praticamente voou no meu colo, veio embora feliz, chorosa, porém feliz.

O dramalhão mexicano continuou, estava bem manhosa, dormimos juntas por uma hora e meia no período da manhã e a tarde a levei ao parque, brincou pouco, mas brincou, queria mesmo é colo.

Amanhã ela irá pra aula, ou pelo menos espero ter força de vontade pra isso, mas que meu coração fica partido em vê-la triste assim, isso fica!

:(

29 de julho de 2013

O primeiro dia de aula


Quarta feira matrícula foi feita, quinta feira eu respirei fundo e a preguiça não me deu espaço pra mais nada (até pq tava um frio da moléstia!), sexta feira compramos o uniforme e sapatos, tiramos foto 3x4 e era só aguardar segunda feira chegar pra irmos ela ir pra aula!

Domingo a noite me vi arrumando a mochilinha dela pra aula que começaria hoje.
Coloquei na pequena mochila uma troca de uniforme, na necessarie dela uma pomada pra assadura, um pacote de lenço umedecido, duas fraldas, pasta e escova de dentes e uma toalhinha de mão.
Mochilinha pronta, uniforme separado em cima da cômoda, agora era esperar dar a hora de acorda-la e leva-la para o colégio.

Dormi ansiosa, fiquei pensando em como seria legal ela ir pra escola, se ela gostaria, se os amiguinhos a receberiam bem, se a professora era realmente boa ... essas coisas todas que passam na cabeça de uma mãe quando o filho está passando pra uma próxima etapa.

Acordei ao primeiro toque do despertador, troquei o pijama por uma roupa apresentável, tomei café da manhã e a acordei.

Ela odeia acordar cedo, mas foi só dizer que ela estava acordando pra ir pro colégio que ela se animou.
E toma banho, coloca uniforme, coloca no pézinho o par de meias da gata Marie (que ela ama!!), o tênis novo (já disse que ela adora uma novidade?), penteia o cabelo, toma café, escova os dentinhos, pega o baldinho e bora pro colégio.

Um friiiiiio terrível hoje cedo, mas ela estava empolgadíssima, e estava toda a sorrisos quando viu diversas crianças aguardando pra entrar em suas classes.

Levei ela até a porta da sala, coloquei-a no chão e ela entrou sem cerimônias, foi direto perto das crianças, começou a conversar com elas, e nem me deu tchau.

Eu fiquei ali na porta, parada, olhando. Não estava triste, não estava aliviada, um misto de sentimentos confusos, se por um lado eu me senti triste por ela nem ter me dado tchau, por outro diquei orgulhosa por ela ser corajosa e não precisar de mim pra dar esse passo tão grande que é ficar sozinha com outras crianças.

A professora disse que se ela começasse a chorar eles ligariam no celular, mas se fosse possível que eu permanecesse nas redondezas. Permaneci.

A observava longe do seu campo de visão, ela se saiu bem, e as 9 da manhã a professora disse que eu poderia ir embora e voltar para busca-la no horário normal, pq ela estava super bem.

Vim pra casa, tudo silencioso, fica um vazio sem a presença dela, uma calma que eu mesma estranhei, afinal, ela não estava ali pra ficar falando "mamãe" a todo momento.

Fomos busca-la no horário normal, assim que me viu ela veio com um sorriso gostoso, mas quando eu abri os braços pra pega-la no colo ela se dispersou, não queria ir embora do colégio, enrolou e enrolou pela sala.

A professora me disse que ela se comportou bem, não chorou em nenhum momento, comeu muito bem o lanche, foi sociável e doce com todas as crianças e que provavelmente não teremos problemas de adaptação.

Na agenda já veio bilhetinho.

O primeiro convidando o papai pra festa de dia dos pais, e o segundo nos informando sobre o passeio do fechamento do semestre. Adoramos.

Já no carro não houve muita conversa, afinal, ela brincou tanto, e achou tudo tão legal que capotou de cansada.

E amanhã temos mais aula, vamos ver se ela se comportará bem como se comportou hoje ou se sentirá minha falta, o que espero de coração que não aconteça nada, mas se acontecer o negócio é contornar!

E agora, lá vou eu ver o que ela está fazendo!

Beijos pra quem ler

:)

24 de julho de 2013

Yasmin vai para a escola! ♥

Pensei que esse post nunca fosse sair, ou pelo menos não fosse sair esse ano, mas sim, ela começará a frequentar a escolinha segunda feira.

Essa é uma decisão que eu protelei muito pra tomar, mas seria inevitável, uma hora ou outra ela teria que ir, e sinto que os estímulos que eu ofereço em casa já não são mais suficientes para entretê-la.

Massinha, giz de cera, lápis de cor, tinta guache, bola, pula pula, parquinho, filmes ... nada disso a atraía mais, portanto a escola se tornou mais do que uma simples opção, se tornou uma necessidade.

Iremos nos mudar em breve, mas sinceramente, não posso viver na expectativa do futuro, estamos aguardando entregarem o apartamento - que é do outro lado da cidade - mas enquanto não o entregam tenho que dar continuidade na vida, e a escola era uma das coisas que estavam suspensas por causa da mudança.

Pesquisei muito, li muito e visitei algumas escolas pra saber qual seria a que se encaixaria melhor nas nossas condições.

A escola que eu sempre quis que ela estudasse é a que eu estudei quando era criança, mesmo sendo longie de casa era lá que eu queria ela, lá tem horta, tem muito espaço, tem grama verde, parque... tem tudo que eu acho adequado pra uma criança, e não usam televisão como modo de entretenimento infantil, afinal, se é pra ver TV, que fique em casa sob a minha guarda!

Mas lá, de tão boa escola que é, tem fila de espera pras crianças.
Fiz a inscrição dela, mas sem expectativa de que surgisse uma vaga esse ano pq todas as turmas estavam completas, mas ontem as 6 da tarde o telefone tocou e eu numa super preguiça atendi, ela foi chamada, juro que eu quase dancei can can de tanta felicidade e a preguiça foi embora dando lugar a uma super empolgação.

Hoje fui lá fazer a matrícula dela e tirar todas as dúvidas que eu tinha/tenho.

Agora temos que comprar o uniforme, tênis para ela ir pra escolinha e a mochila.

Ficarei com ela nos três primeiros dias da adaptação, que é o padrão da escola, mas se forem necessários mais dias ficarei.

Triste mesmo é que a vaga é no período da manhã, ela "estudará" das 7:45 as 11:45 de segunda a sexta, e com esse frio não é legal levantar cedo, mas ninguém disse que seria fácil, né?

Conversei com ela e disse que ela irá para a escola, que lá é super legal pq tem amigos, brinquedos, professora, livros, horta, e parque, e sério, parece que ela risca tudo que eu falo e só enxerga e ouve parque, parque, parque. Está ansiosa pra ir pro parque, só isso!

E eu estou ansiosa por completo, pq é a primeira vez na vida que ela não vai ficar debaixo das minhas asas. Já ficou só com o pai, com os avos e até com a minha vizinha que é uma espécie de mãe pra mim, mas com um estranho não, e né, querendo ou não a professora é uma estranha, estarei junto, mas não é a mesma coisa de estar 100% presente!

E com isso tudo, com essa ansiedade toda eu concluo que dependo muito mais dela do que ela de mim, pq tenho certeza que ela vai se adaptar a escolinha mais fácil do que eu a ausência dela em casa no período da manhã.

E segunda eu volto com fotos dela linda, maravilhosa e uniformizada pro seu primeiro dia de aula!









22 de julho de 2013

Carol e seu segundo mês

"Oi, eu sou a Carol e tenho dois meses!"

É fantástico como o tempo passa rápido, dois meses que a Carol nasceu e enche meus dias de ternura, fofura e amor. 

Em 2 meses:

- Constatamos que ela não é mais um Marshmallow, não, Marshmallows embora sejam levinhos, tenham cor clarinha e sejam super cheirinhosos não são pesados, e Carol está pesadinha, por isso agora ela é um Toicinho, seu atual apelido é esse, não sabemos ainda com quanto de gostosura ela está, mas que está embolotando e crescendo, isso tá!
- Continua calma e tranquila como sempre. 
- Dorme a noite toda. 
- Raramente tem cólicas. 
- A-do-ra um colo. 
- Dá muitas risadinhas. 
- Gosta de beijinhos no pescocinho. 
- Teve reação a vacina do segundo mês, aliás, que merda porcaria que é dar vacina no filho, o coração da gente fica partido!
- Tomou seu primeiro banho de balde dia 21/07 e gostou muito, agora já o colocamos em nossa rotina. 
- Toma chá de erva doce e camomila. #mejulguem 
- Mama cerca de 120ml. 
- Continua chupando chupeta. 
- As vezes faz o dedo de chupeta. 
- Continua soluçando bastante. 
- Continua me pregando peças. Muitas vezes quando vou troca-la, termino de limpa-la e aguardo uns minutinhos pra ver se vai sair mais alguma coisa (xixi ou coco), quando acho que não, e já fechei o pacote  de lenços, ela jorra xixi como se tivesse um pintinho ou senão faz coco mesmo. Isso já aconteceu 3 vezes seguidas na mesma troca. 
- Embora deva ter crescido - crescido eu não sei, mas que engordou isso eu tenho certeza - continua a usar roupinhas RN. 
- Tem um jeitinho lindo/fofo/encantador de se espreguiçar. 
- Já disse que ela adora tomar banho?
- Uns dizem que se parece comigo, alguns dizem que se parece com o Pablo, mas eu, a mãe, acho que ela parece mesmo com meu pai e minha irmã, aliás, um negócio engraçado é que quando eu estava grávida da Yasmin eu vi seu rostinho uma única vez, quando ela nasceu não era o bebê do meu sonho, hoje sei que não era ela e sim a Carl, a bebê do meu sonho era a Carol (que coisa, não?).
- Tem trejeitos com a mão que remetem a uma dondoquinha bem fresca, aliás, ela tem o formato das minhas unhas. 
- Não furou azoreias ainda pq em todos os lugares que fomos acharam sua orelha muito pequeninha e não quiseram arriscar. 
- Não arrota com facilidade, mas solta pum que é uma beleza!
- Se eu fosse rotula-la com uma categoria de bebê do livro da Tracy Hogg, com certeza ela seria um bebê anjo. 

Resumindo, ela é linda, fofinha, saudável, sorridente, boazinha e maravilhosa, aliás, minhas duas princesas são maravilhosas (humildade me mandou um oi!). 
Esse segundo mês está melhor ainda que o primeiro, pq ela segue maravilhosa (redundante) e meu coração se entope mais ainda de amor!

Mês que vem voltamos com maiores informações sobre a Miss Toicinho, ops, Carol. 




21 de julho de 2013

Minha filha é fantástica

Sério, sem correr o risco de parecer pretensiosa eu afirmo Yasmin é fantástica!

Muita gente me pergunta com ela tem reagido ao nascimento da irmã, então decidi vir contar aqui. 

Antes de mais nada afirmo desde já que comecei a trabalhar a chegada de um bebe com a Yasmin ainda grávida, sempre fiz ela participar da coisa toda, e isso incluia leva-la as consultas comigo, explicar que tinha um bebe na minha barriga, e sempre, sempre que comprava uma coisa pra Carol, trazia algo pra ela, por mais simbólico que fosse, aliás, aqui é assim, ou compro presentinhos e coisinhas pras duas, ou não compro pra nenhuma. #extrema

Sinceramente eu não achava que ela teria a maturidade de lidar com tudo como tem lidado, ela tinha tudo pra dar problemas de comportamento com a chegada do bebê. 
Ela é mimada, é birrentinha, imediatista, primeira filha, única neta, única sobrinha, pensa numa criança mimada e estrelinha, então, essa é Yasmin. :)

Já no hospital ela se mostrou muito carinhosa com a Carol, pegou no colo, fez carinho, fazia silêncio pra não acordar a bebeê, e em casa continua assim, aliás, quem dá uns berros sou eu. 

Ela me ajuda na medida do possível, não a obrio a me ajudar, mas sempre chamo pra participar da hora do banho, das trocas de fralda, chamo ela pra ficar na cama com a gente, deixo ela deitar no carrinho da bebe, deixo segurar no colo e a mamadeira (lógico que eu estou próxima e segurando a Carol e ela só pensa que tá segurando), deixo passar perfuminho na irmã, pentear o cabelinho, e o resultado de tudo isso tem sido maravilhoso e fantástico. 

Ela faz carinho na irmã, dá beijinho, acalma, sim, ela acalma a irmã, quando Carol começa a chorar e eu não estou perto ela chega bem pertinho da bebe e diz "Calma bebê, passou, passou!", ou "Calma, a mamãe já vem!", sempre em um tom carinhoso e calmo. 

Lógico que no meio do caminho já aconteceram alguns percalços, ela já deu água pra irmã enquanto eu estava no banheiro, já passou danoninho na boquinha da Carol pq segundo ela é gostoso e a bebe queria, mas são coisas assim, e a máxima de ciúmes que tivemos foi ela pegar a chupeta a Carol pra chupar. Nada além disso. 

Isso pode ter nada a ver com tudo que eu fiz com ela durante a gravidez, como pode, eu particularmente acredito que é uma somatória de fatores, que é a bondade no coraçãozinho dela que faz com que ela seja assim com a irmã, e o fato de que eu dou atenção pra ela. 

É difícil sim dividir a atenção entre uma criança mais velha e um bebe que depende exclusivamente de você, mas nada que uma mãe não dê conta. 
Continuamos assistindo nossos desenhos, filmes, fazendo coisinhas juntas, levando ela pra cima e pra baixo, com abraços e beijinhos, confesso que não é fácil me desdobrar assim, mas é inteiramente possível. 

E no meio da nossa programação, colocamos a Carol pra participar com a gente, num filminho, num passeio, em tudo, e se a bebê não vai ela sente falta perguntando da irmã, aliás, ela fala que a Carol é a irmã dela, com um orgulho, um sorriso largo no rosto, que aperta o coração e enche os zóio de água, é lindo de ver o amor que ela tem na bebê. 

E no meio disso fico eu, apaixonada pelas duas, pq é maravilhoso ser mãe, do segundo então, é bem mais tranquilo, muito gostoso, e por mim eu teria mais um monte #omaridopira. 

E sigo assim, apaixonada pelas meninas dos meus olhos, pq sim, hoje em dia elas são isso, as meninas dos meus olhos, minha razão de viver, respírar, sorrir e me levantar a cada manhã buscando ser um ser humano melhor, eu nunca imaginei que a maternidade me completaria assim, mas completa. E eu fico assim, com o coração recheado de amor, pq é felicidade demais pra um coração só, não sou rica, não tenho tanto dinheiro, mas tenho o melhor marido da galáxia e duas filhas lindas, saudáveis, maravilhosas, do que mais eu preciso?

Nada, não preciso de mais nada, preciso apenas estar cercada dos que me amam e dos que eu amo, nada além disso, pq o resto é resto, essencial são eles, o restante dou um jeito!

20 de junho de 2013

Carol e seu primeiro mês!


E eis que o primeiro mês passou, e passou mais rápido do que eu poderia imaginar, passou tão rápido quanto a gravidez, e nesse período a Carol se desenvolveu tão bem como deveria.

Atualmente os dados são o seguinte:

- Agora minha pequetita tem meio metro, 50cm
- Pesa 3.300kg
- Não teve icterícia
- Chora só pra mamar e colocar o body
- Dorme muito bem, obrigada
- Reconhece minha voz, e quando não está no meu colo e ouve minha voz fica me procurando
- Tenta focar objetos
- Firma a cabecinha
- Tenta segurar as coisas com a mãozinha
- Relaxa bastante na hora do banho
- Dá risadinhas enquanto dorme
- Chupa chupeta pra dormir
- Callllllllllllma, calllllma e muito callllma, não tenho do que reclamar
- Faz uns barulhinhos engraçados, parece uma impressora emperrada, hahahah

E citando a Yasmin, a única coisa que posso dizer é que minha filha é fantástica, é amorosa, chama a Carol de Carul, me ajuda com o banho, coloca chupeta na boca dela, se a bebê chora e eu estou longe ela vem correndo me chamar ... um encanto mesmo. Aliás, além de cahamar a Carol de Carul ela chama a bebê de "Tibi bebê", achei fofo, pq Tibi é a boneca favorita dela!

Rola um ciuminho básico? Claro que rola, já tivemos episódios de coisas dentro da banheira, muitas vezes ela quer meu colo quando estou com a bebê nos braços, mas nada que não possa ser superado.

Confesso que achei que seria mais difícil, mas não é o bicho de sete cabeças que todo mundo falava, e acho que isso é devido à muita conversa, muito amor e muito carinho que eu dediquei a Yasmin esse tempo todo, sempre explicando pra ela que teríamos um bebê e que ela me ajudaria com ele.

E para o primeiro mês é isso que temos, espero que mês que vem haja mais desenvolvimento, mais amor, mais novidades!




15 de junho de 2013

Arrependimentos

Nunca fui o tipo de pessoa que fica se arrependendo das coisas, aliás, dificilmente eu me arrependo de alguma decisão que tomei. Se alguma coisa não deu certo, ela me serve de lição pra que eu não faça de novo, apenas isso, mas não fico chorando pitangas não.

Daí vem a maternidade e faz a gente morder a língua com uma infinidade de coisas, ou pelo menos comigo tem sido assim.

26 dias após o nascimento da Carol percebo como um filho é diferente do outro, e mais que isso, como meu jeito de ver as coisas mudou de um filho pro outro.

Olho pra Yasmin, que hoje é quase uma mocinha com seus 2 anos e me pergunto onde está o bebezinho que eu trouxe pra casa em um bebê conforto rosa. Sumiu, meu bebezinho sumiu.

Ela é uma criança, tão luminosa como um raio de sol, cheia de vida, vontades, desejos, personalidade, fofura, carinho, meu bebê sumiu. Não há traços de um bebê ali, o tempo passa rápido demais.

Confesso que meu único arrependimento é não ter feito mais com ela e por ela.

Tantas vezes eu priorizei lavar louça, passar roupa, limpar a casa, ir ao mercado, lavar banheiro, fazer as unhas, e tantas outras coisas que eram secundárias enquanto minha filha crescia.

Manter as coisas em ordem é fundamental, mas hoje eu vejo que eu não precisava lavar louça ou passar roupas enquanto ela estava acordada (afinal de contas, ela sempre dormiu bem), eu podia ter passado mais tempo com ela, brincando, me encantando e aproveitando cada milésimo de segundo ao lado dessa criaturinha que cresceu e cresce na velocidade da luz.

Mas a vida ensina, e só quem vive isso sabe o que é.

Hoje, quando olho pra Carol tão pequena, prestes a completar seu primeiro mês me dá um aperto no coração, pq eu sei que em um piscar de olhos ela estará do tamanho da Mimi, grandona, cheia de vida, aprontando todas, e que o melhor que eu posso fazer é aproveitar o máximo de tempo ao lado delas.

Se tem louça na pia, deixa lá, quando elas dormirem eu vou e lavo, afinal, não vamos ficar dentro da pia mesmo.
A roupa precisa ser passada? Precisa sim (tenho pânico de roupa amarrotada), mas quando elas dormirem eu passo, quando elas estiverem fazendo outra coisa e não precisando da minha atenção eu faço.

Não vou priorizar o que não é prioridade na minha vida, minha prioridade é minha família, são as minhas meninas, meu marido, meus pais, e eu tenho que aproveitar pra pega-las no colo, abraçar, beijar, fazer carinho, e todas essas coisas, enquanto elas são pequenas, enquanto elas aceitam infinitos beijos, enquanto elas cabem no meu colo e precisam do meu abraço e do meu carinho pra curarem as feridinhas que a vida traz. Depois de grande vão receber colo, carinho, amor, mas eu não sei quando elas vão querer isso, e hoje, beijinhos, abraços e toda sorte de carinhos dependem apenas de mim e do tempo que eu posso dispor à elas.

Criança precisa de colo, de amor, de beijinho, de cafuné, nessa idade mais que nunca, mais que em qualquer idade.

E é isso, se tem uma coisa nessa vida que me arrependo é do tempo que posso gastar com elas e acabo não gastando, pq um dia sei que meu ninho ficará vazio e eu vou lamentar mais do que agora a ausência delas.

E você, do que se arrepende?



6 de junho de 2013

Senhor Peixe!


Minha irmã vinha prometendo um peixe pra Yasmin há tempos, mas sempre esquecia de comprar, e sério, eu nem fazia muita questão, afinal de contas, limpar aquário, cuidar de peixe não era uma responsabilidade que eu queria no momento - preguiça mesmo... zzzzzZZZZZzzzzz

Mas ontem eis que a Laís chegou trazendo um peixe.
Um Beta, que eu não faço a mínima ideia se é macho ou fêmea, mas que deixou a Mimi enlouquecida, ela olhava pra mim e dizia "Mãe, o peixe!" como se aquilo fosse a coisa mais legal do mundo, achei tão fofinho.

Perguntei à ela como chamaríamos o peixe, qual seria  nome dele, e ela na maior naturalidade do mundo me disse "Peixe, ué!" e agora temos em casa um novo membro, o Sr. Peixe.

Espero que esse peixinho nos traga muitos momentos gostosos, pq ela tá apaixonada no peixe, quer "assisti-lo" toda hora, e não basta assistir, temos que assistir junto o peixe nadar, aliás, se o peixe está parado ela acha que ele dormiu e grita enlouquecida pra ele acordar! hahaha

Se eu não fosse tão preguiçosa e soubesse que ela ficaria tão feliz em ter um peixinho, já teria comprado há mais tempo, se bem que ontem com menos de uma hora que o peixe estava em casa, ele quase voou de dentro do saquinho que vocês podem ver na foto, portanto, acredito que se ela quiser ficar pegando o aquário toda hora, em breve terei que providenciar outro!

Mas por enquanto vamos curtindo o Senhor Peixe, e quem sabe um dia não compramos uma namorada pra ele!





26 de maio de 2013

Filha, sobre o seu nascimento

Carol, esse post é pra você filha, pra que no futuro você saiba como foi o dia do seu nascimento.




Dizem que a maioria das mulheres passa a vida toda procurando um verdadeiro amor, aquele que completa, que preenche, que inunda, que a faz sorrir à toa, que a motiva se a levantar todas as manhãs e buscar sempre ser alguém melhor. Não sei te dizer se toda mulher consegue sentir a felicidade que eu sinto, mas me sinto completa e realizada, pq ao invés de um único amor eu tenho três, exatamente dessa maneira que eu descrevi, amores verdadeiros, que me preenchem e me motivam, seu pai, sua irmã e você.

Quando eu achei que não poderia mais sentir o amor com a mesma intensidade você chegou com tanta delicadeza, tão pequena e indefesa, fazendo cair todas as minhas barreiras e me render a esse amor infinito novamente, não que eu não a amasse enquanto éramos apenas uma, mas tê-la nos braços, segurar suas mãozinhas ... ah, não existem palavras que descrevam como esse amor pode ser tão grande que chega a doer, mas vamos aos fatos.

Antes de mais nada quero que você saiba que eu sempre quis o melhor pra você, e se o melhor estivesse ao meu alcance eu o faria por você.
Queria um parto natural, mas não foi possível, embora eu tenha insistido até o último instante.

Nos dias que antecederam seu nascimento tive que ir ao hospital de dois em dois dias fazer ultrassom com doppler e cardiocotoco, o médico achou que você estava pequenininha e magrinha demais pra minha idade gestacional e isso o preocupava, e as ultrassons eram discordantes na sua idade, a ultima que fizemos deu que você não tinha 39 semanas e sim 33, meu líquido estava muito reduzido, e assim, decidi que sendo desnecessária ou não, eu não colocaria você em risco teimando em um parto normal, embora dessa vez tenha sentido contrações doloridinhas e só de ter sentido isso, já me sinto muito feliz.

Segunda feira, sua irmã ficou com a vovó e lá fui eu pro hospital ver o médico, no caminho comprei algumas coisinhas para nós (acho que eu já sentia que daquele dia não passaria) e segui, e como havia sentido, seria internada na segunda mesmo.

Tinha até as 17:00 para me internar, avisei seu pai, seus avós, sua tia, e as 17:00 fomos internadas.

Confesso que embora soubesse tu-do que estava por vir, temi, temi por nós, temi por estar longe da sua irmã, confesso filha, tive medo, medo pq tudo seria novidade de novo, e em meio a tudo isso, tive medo de não ser uma mãe a sua altura.

No centro cirúrgico chorei. Não, não foi nada escancarado, não foi aquele choro que faz o nariz da gente entupir, mas chorei, primeiro pq pegar o acesso pro soro é dolorido de verdade, dói mais que a anestesia, dói mais que arrancar bife da unha, a mocinha raspou a agulha no meu osso, e ao invés de subir num banquinho e dar nela, eu desandei a chorar, um choro quietinho, sentido, daqueles típicos de quando eu fico triste.

E depois chorei de novo quando o anestesista veio conversar comigo. Ele viu que eu estava nervosa, e disse que iria me anestesiar deitada de lado.

Pausa.

Foi a coisa MAIS digna que alguém fez por mim durante a gestação toda. Digo isso, pq final de gestação é uma coisa de louco, a barriga pesa, tudo se torna difícil, e ser anestesiada sentada, forçando o corpo pra frente requer muito esforço por parte da grávida.
Foi muito tranquilo ser anestesiada de lado.

Despausa. 

E é estranho pensar que embora soubesse tudo que estava por vir, senti medo, tremia igual bambu verde durante a anestesia, mas pensei comigo "quer saber, vai dar tudo certo, vou relaxar!", e relaxei.

Relaxei filha, e deixei a coisa fluir, relaxei por mim, relaxei por você, não queria que seus últimos instantes dentro de mim fossem estressantes, eu queria te passar calma, serenidade, a mesma calma e serenidade que eu te passei a gestação toda.

E assim a coisa fluiu. Depois da anestesia me lembro de um forte enjoo, seguido do chorinho mais emocionante da minha vida.

Não chorei, me emocionei muito, mas não chorei, e não pq sou insensível, mas pq ao ouvir seu chorinho fui inundada por uma felicidade tão grande, uma alegria tão grande, que era impossível chorar, eu sorria, simplesmente sorria, e agradecia por você ser saudável e perfeita, era como se eu estivesse andando calmamente em um dia de sol leve, por um campo verdejante, cheio de flores cheirosas e coloridas, e ao fundo disso pudesse ouvir o som de muitas águas, um som tranquilizante, e a cada inspiração eu sentisse muita paz, muita calma e um cheirinho gostoso de coisa fresca.

Relaxei, dormi e quando acordei no quarto estava com fome, muita fome, mas ainda não poderia comer nada, me trouxeram você e eu pude sentir com calma seu cheirinho, sua pele, ver seu rostinho, apreciar seu sorrisinho, enfim, pude ficar contemplando como você é perfeita, como o amor que eu e seu pai sentimos um pelo outro pode se materializar em uma criaturinha tão pequena, tão linda, tão graciosa.

Dias depois viemos pra casa, e agora estamos aqui, você dormindo tão serena no carrinho ao meu lado, sua irmã dormindo no berço e eu sorrindo á toa.

Sabe filha, eu não sei aonde a vida nos levará, como será nossa relação futuramente, o que eu sei é que farei o melhor para ser uma boa mãe para vocês duas, uma mãe justa sempre, errando, acertando, mas acima de tudo, amando vocês com todo meu coração e com tudo de melhor que há dentro de mim.

Te amo muito, minha pequenininha.

Beijos, mamãe.


-------
- Ao nascer:

Peso: 2.685g 
Altura: 45cm 

- Na alta: 

Peso: 2.510g
Altura: a mesma =)


13 de maio de 2013

Em tempo, o nome.

Carol.

É assim que você será chamada por toda vida.
Não, não é Carolina, Caroline, Karol ou coisa assim, é Carol, apenas Carol.
Simples, doce, feminino e sereno como todo nome de menina deve ser.

Confesso que não foi fácil chegar à conclusão que você seria nossa Carol, sabe, eu sou uma pessoa muito indecisa, tinha infinitos nomes em mente, e assim que soube que quem habita minha barriga é uma menininha, comecei a chamar a barriga de vários nomes, coincidente ou não você não se manifestou em nenhum dos nomes, Alice, Clara, Catarina, Nina, Luíza, Lúcia, Mel, Bárbara, Isabela, Bia, e Ingrid, mas quando te chamei de Carol ontem de manhãzinha você chutou minha barriga.

Achei divertido você se manifestar justo nesse momento, acho que você gostou da escolha, e foi assim que nós duas decidimos que você será Carol.

Dizem que os filhos não escolhem o nome, mas filha, sabemos que somos diferentes e especiais, e que você ajudou a mamãe nessa tarefa difícil.

Procurei o significado e gostei, acho que futuramente você também gostará.

Seu nome é a forma inglesa de Carla, que por sua vez vem do latim, que significa aquela que é forte.

E filha, eu desejo que você seja forte, tenha força pq viver não é uma tarefa fácil.

Muitas pessoas simplesmente existem, mas poucas vivem. Viver requer força, e desejo que vc tenha isso desde seu nome.

Que você tenha força pra encarar os tombos, as tristezas, as decepções, mas que também tenha força pra ir atrás de tudo que deseja e ser uma menina, uma mulher vitoriosa e que escreva sua história de modo que as pessoas olhem pra você e a vejam como exemplo, como alguém que passa pela vida dos outros e faça a diferença.

Beijos e nos vems em breve

Mamãe


12 de maio de 2013

Dia das mães

Aqui é assim, todo dia das mães o Pablo trabalha, e eu acabo passando o Dia das Mães com meus pais e minha irmã, e acaba sendo um dia muito gostosinho.

Esse ano em especial estou grávida da minha Carol, e foi um dia tão gostoso quanto os outros.

O presente Pablo me deu ontem quando chegou de viagem, não era pra eu ter ganho ontem, mas ele deixou o presente por cima na mala, aliás, estava impressionado em como eu tinha organizado a mala, segundo ele, na hora de voltar a mala não fechava de jeito nenhum e ele queria saber como eu fiz pra caber tanta coisa dentro dela, haha

E hoje fomos ao parque, meus pais, minha irmã, eu. Delícia de dia, aliás, são esses momentos que a gente guarda pra sempre no coração!!

Por favor, desconsiderem o inchaço e o descabelamento, afinal, ir ao parque com barriga de 9 meses
e ficar brincando com a filha não é fácil!!

Não basta ser vovô, tem que participar!

Meu maior presente!

Elas brigam, discutem, mas no fundo elas se amam.

A razão de todo meu amor são essas duas!


Vai um sorvete de morango aí?

Meus tesouros!

Como não amar?

E foi assim, entre sorrisos, sorvete de morango, algodão doce e muitos sorrisos que passamos esse dia das mães. Senti falta da presença do Pablo, mas quem sabe ano que vem ele não está conosco?

11 de maio de 2013

O Kama Sutra materno!

Aqui em casa essa história de cama compartilhada nunca existiu, Mimi em seus 2 anos, 2 meses e 17 dias sempre, e quando eu digo sempre é sempre mesmo, dormiu sozinha no berço, nunca dormiu na cama com a gente.

Em dias muito frios eu a olho dormindo no berço e morro de vontade de pega-la no colo e levar pra cama com a gente, mas resisto a ideia pq não acredito que será um bom hábito pra ela e pra nós.

Masssssss como tudo na vida tem a primeira vez, dormimos juntas essa noite.

Pêra ae, dormimos vírgula, ela dormiu, eu não consegui pregar os olhos. 

Aproveitei que o Pablo foi viajar e pensei "ah, pq não?", afinal, ia dormir sozinha mesmo numa cama grande, pq não colocar a baixinha ali?

Me deu dó, pq ela perguntava do papai dela toda hora, aí eu quis morder, apertar, abraçar e levei pra cama comigo.

Peguei sua mantinha (falando assim parece até uma mantinha infantil, é uma manta minha, de casal de microfibra que ela acha que é dela), seu travesseiro, apaguei as luzes e lá fomos nós, e eu crentinha da Silva que ela não ia dormir, haha, até parece que não.

Me deitei e a coloquei deitada ao meu lado e disse que somente hoje dormiríamos juntas pq o papai tinha ido viajar e ela podia dormir no travesseiro dele pra diminuir a saudade, a cobri, e segurei sua mãozinha gordinha.

O quarto estava em meia luz, mas eu podia ver os olhinhos dela brilhando e curtindo o momento, ela sussurrava palavrinhas pra mim e eu fazia carinho nela, ela fingia que dormia e dava risadinhas (é, agora deu pra fingir que dorme) e em meio a sussurinhos pegou no sono em menos de 5 minutos!

Pensei com meus botões "agora é só ficar esperta pra menina não cair e dormir sossegada!", o dormir sossegada pode até ser desconsiderado, pq ela sempre dormiu a noite toda, o lance era ficar ligada pra ela não cair no chão, né?

Meia hora depois da última vez que olhei no relógio acordei com alguém me empurrando, era ela, com os braços abertos no melhor estilo x, ocupando metade da cama e me empurrando mais ainda pro lado.

A menina não tem nem um metro e estava me empurrando, e pior, ocupando praticamente a cama toda, a coloquei de volta no lugar de onde não era pra ela ter saído, adormeci e uma hora depois lá estava ela me empurrando de novo.

No fim das contas o máximo que consegui dormir seguidamente foi 1 hora, pq ela se mexe muito, ela praticamente deu a volta na cama toda me empurrando pro lado, e se eu a deixasse sozinha na cama ela ia ocupar a cama toda!!

As 7 da manhã não aguentei não, a levei de volta pro berço e não consigo pregar os olhos.

E assim terminou nossa primeira e última noite juntas na cama, céus, pra nunca mais, aqueles olhinhos pretos não me compram não, é impossível dormir com ela, espaçosa demais!

Aliás, a bebê também terá que se acostumar a dormir no berço, hoje, depois dessa experiência vejo que a melhor coisa que eu fiz na vida pelo meu sono, foi tê-la acostumado desde sempre a dormir sozinha!

Parabéns pra quem faz cama compartilhada, pq aqui, depois de hoje, não vai rolar mesmo!

Beijos sonolentos




10 de maio de 2013

Ciúmes entre irmãos

Toda mãe carrega dentro de si um pouco de culpa, e ao pegar meu positivo senti culpa pela Yasmin, veja bem, eu fiquei feliz por estar grávida, mas me senti culpada em relação à Yasmin, não sei definir direito, mas senti como se a estivesse traindo (?), deixe-me explicar melhor antes que a coisa se complique pro meu lado.

Yasmin é neta única e sobrinha única dos dois lados, tu-do, absolutamente tudo gira em torno dela, ela é a única criança da família, ela tem toda atenção do mundo pra ela, ela tem colo a hora que quer, enfim, ela tem o que quer a hora que quer, e essa mamata vai acabar quando a bebê chegar, o amor que sentimos por ela nunca irá diminuir, mas a atenção sabemos que se reduz sim, inconscientemente, mas reduz, pq um recem nascido precisa de mais atenção que uma criança de dois anos, isso é fato. 

E pensando assim eu me senti culpada, como se estivesse traindo toda confiança que ela tem em mim, um sentimento confuso e estranho de início, pq embora já amasse a bebê, me sentia triste pela Yasmin, até que como num estalo eu mudei minha linha de raciocínio. 

Eu estava triste por ela ou por mim? Preocupada com ela ou comigo? Afinal, ela só iria ganhar, sempre acreditei que irmãos são o maior ganho que temos na vida, se ela iria ganhar, pq eu estava assim?
Ela ganhará uma irmã para brincar, para lhe fazer companhia em tudo, para ser amiga, pra dividirem segredinhos, pra fazer arte juntas, pra tocar o terror em casa, pra aprender a dividir as coisas, então pq eu estava assim?

Logo concluí que meu medo não é a Yasmin receber menos atenção, é eu não dar conta de dar atenção pra duas, e hoje sei que tudo a seu tempo, tudo vai se ajeitando e entrando nos eixos na hora certa, basta ter paciência e jogo de cintura. 

Venho de uma família onde meus pais nunca fizeram diferenças entre eu e a Laís, mas vi meu pai e meu tio sofrerem diferenças gritantes até hoje por parte da mãe deles, e sempre tive na minha cabeça que não queria ser esse tipo de mãe, que tira de um pra dar pro outro, uma mãe que não é justa, eu quero amar minhas filhas sem medida, mas sendo justa sempre.

Me lembrei que a diferença de idade entre eu e a Laís é de 2 anos e 9 meses, e da Yasmin pra bebê será de 2 anos e 3 meses, no caso eu era 6 meses mais velha que a Mimi, e sei que 6 meses fazem diferença, mas sempre quis saber como minha mãe trabalhou isso comigo pra eu fazer igual com a Yasmin, pq sempre fui bem resolvida quanto a minha irmã.

Lógico que um ciuminho aqui e outro ali sempre rolou, mas nada que não pudesse ser contornado, então, acreditando que minha mãe fez um bom trabalho, eu queria seguir as dicas dela.

A primeira coisa era fazer a Yasmin saber que sim, mudanças estão por vir, mas que ela faz parte de tudo isso, nunca sendo deixada de lado.

Por esse motivo eu sempre disse que um bebê está chegando, que trarei esse bebê pra casa e ele será o nosso bebê.
Sempre fiz ela acompanhar o crescimento da minha barriga, só que, na cabecinha dela acho que a ideia de um bebe morando dentro da minha barriga é muito abstrata, afinal, ela tem apenas 2 anos, então não dá pra cobrar coerência nos pensamentos dela.

Se eu disser que a introdução de toda essa mudança pra ela foi um mar de rosas, estarei mentindo deslavadamente, não, ela não aceita bem até hoje a ideia de um bebê, tanto é que quando pergunto pra ela se ela quer uma irmãzinha ou um bebê a resposta é objetiva "nanão!" simples assim.

Ela adora bebês, fica doida quando vê um, mas não quer um pra ela - ainda.

Confesso que morria de inveja quando as gravidinhas com filhotes da mesma idade da Yasmin diziam que os filhos beijavam e faziam carinho na barriga, Yasmin sempre me beijou, sempre beijou o pai, mas nunca quis se aproximar da barriga que cresce, a bebê ganhou um beijo direcionado à ela, na minha barriga, há mais ou menos duas semanas, não mais que isso.

O interessante de tudo isso é que a Yasmin é uma criança muito independente, quer fazer tudo sozinha, é destemida, mas de quando descobri a gravidez pra cá, ela se tornou bem mais agarradinha comigo, não pode me perder de vista, faz mais birras, me desafia e por aí vai. Não sei se foi coincidência com o Terrible Two, mas a coisa por aqui ficou feia, de ter dias que eu sentei na cozinha e chorei sozinha minhas pitangas por não saber como lidar e o que fazer com a Yasmin, já que castigo, bronca, tapinha (sim, eu já perdi o controle e dei uns tapas nela) não surtiam resultado nenhum.

Fiquei desesperada, parecia que quanto maior a barriga ficava, mais a birra dela crescia, mas eu sempre enfatizava que há um bebê por vir, o nosso bebê, e que ela tem que se comportar direitinho pra me ajudar com o bebê.

Aí comprei as coisas do enxoval, comprei carrinho, ganhei presentes, mas nunca deixando ela de lado, se saio pra comprar uma meia pra bebê, trago um par pra ela também, pra que ela não se sinta deixada de lado.

Magicamente ao ver as roupinhas do bebê ela se transformou. Olha maravilhada praquelas peças tão pequenininhas e diz "ooooown, é do bebê!" e eu confirmo que é do nosso bebê e que ela poderá me ajudar com ele, a colocar roupinhas e escolher roupinhas e ela segue feliz.

E quando eu digo magicamente, é magicamente mesmo, ela sabe o que é do bebê e o que é dela, e não deixa ninguém mexer nas coisas do bebê, protege as roupinhas, viu o carrinho novo e mesmo sem termos dito que aquele carrinho não é dela ela assimilou que é do bebê e que ninguém deve mexer ali, acho muito bonitinho isso.

Segundo minha mãe, quando a bebê nascer vai rolar um ciumes, ela vai regredir um pouco em algumas coisas, é capaz que queira chupar chupeta, é capaz que queira mamar em uma mamadeira igual a do bebê, que queira voltar a dormir no berço, que queira ficar no colo ou no carrinho do bebê, que volte a fazer birras homéricas como as que me fizeram chorar há pouco tempo ... mas o segredo é fazer com que ela se sinta parte de tudo e nunca se sentindo excluída.

Seguindo essa linha de raciocinio da minha mãe, fiz ela me ajudar a lavar as roupinhas, colocamos juntas as roupinhas na máquina (pq nunca na vida que eu vou lavar pecinha por pecinha na mão) ela colocou o sabão e o amaciante, ligou a máquina, depois me ajudou a estender peça por peça me dando a roupinha e o pregador, recolhemos as roupas juntas e por fim ela me deu uma por uma pra passar.

Nesse tempo em que fazíamos as coisas, fui explicando pra ela que o bebê nasceria pequenininho e por isso precisaria daquelas roupinhas limpinhas, que a toalha dele precisa ser fofinha pq a pele é delicada como a dela, e por aí a fora.

Lógico que ela não entendeu lhufas do que eu disse - ou entendeu e eu a subestimo - mas o fato é que a partir do momento que eu a fiz participar ativamente de tudo relacionado ao bebê e isso inclui as consultas, exames, compras pro enxoval, e tudo mais, o comportamento dela melhorou demais em relação á tudo que se refere ao bebê.

Eu sei que depois que a bebê nascer aí sim as coisas vão ficar complicadinhas de verdade, mas segundo minha mãe (e eu tô botando a maior fé em tudo que ela fala, haha) é fazer ela continuar se sentindo parte ativa.

É chama-la pra me ajudar a dar banho na bebê.
Lógico que ela não vai segurar a bebê na água, mas pode me ajudar pegando o sabonete, segurando a toalha ...

Chama-la pra me ajudar a trocar a fralda, pegar a fralda e ficar ao meu lado conversando com a bebê enquanto a troco, pegar uma pomada, e por aí vai, o negócio é usar a imaginação e  fazer com que ela se sinta parte de tudo, e útil, jamais deixada de escanteio, que ela é importante na vida da irmã e que a ajuda dela faz a diferença pra nós, porém, que ela não é obrigada a nos ajudar, dar liberdade pra me ajudar mas não obriga-la caso ela não queira.

E a propósito, quando a bebê nascer, já tenho uma listinha de coisas pra colocar em prática.

  • Pedir as visitas que ao chegarem pra ver a bebê falem e interajam com ela primeiro, afinal, a bebê não entende nada de nada.
  • Deixar ela usar as coisas da bebê, se ela quer ficar no berço pode ficar, se ela quer colo eu dou (depois de tirar os pontos), se ela quer dar banho de balde nos bichinhos dela ela também poderá e por aí vai. 
  • Ela também poderá "pilotar" o carrinho da bebê de vez em quando. 
  • Pode deitar ao lado da bebê na minha cama. 
  • Pode segurar a bebê no colo quando eu estiver com elas! (pânico instaurado essa hora!
  • Em hipótese nenhuma comparar ela com a bebê de modo pejorativo, do tipo "tá vendo como sua irmã é boazinha e você não é...". Comparações do tipo "você também já foi pequetita assim!", "já usou roupinhas assim...!", são bem vindas e construtivas, mas compara-las pra dizer que uma é melhor que a outra eu não aceito, não aceito que eu faça e não aceito que ninguém faça, pode ser o Pablo, meus pais, minha irmã, meus sogros, o Papa, vou mandar catar coquinho na beira do barranco depois da chuva. 
Mas o mais importante disso tudo é aproveitar ao máximo o restante de tempo que temos juntas, só nós duas, fazendo passeios nossos, vendo desenho juntas deitadas no chão, enfim, valorizando nosso tempo, que é algo que sim, eu pretendo continuar fazendo depois que a bebê nascer, dedicar um tempo só pra nós duas, nem que seja ficar fazendo exclusivamente carinho nela antes de dormir, ler uma história, mas dedicar um tempo só pra nós duas, acho isso super importante, sei que pode ser difícil no começo com a loucura que tudo se transforma, mas nada que boa vontade não faça acontecer. 

Enfim né, eu não sei como será, não sei como foi ou está sendo a experiência de outras mães com o segundo filho, mas é assim que estou lidando, e tem dado certo, lógico que muitas vezes o que dá certo aqui não dá na casa dos outros, mas incluí-la em todas as atividades tem dado certo e é isso que eu recomendo. 

Agora, é cruzar os dedos e torcer de pés juntos pra que tudo continue caminhando bem pra depois do nascimento, mas aí já será assunto pra outro post, que espero fazer em breve!!



8 de maio de 2013

Minha menina

Meu mundo sempre foi rosa, e agora ele é mais rosa ainda, pq dentro de mim mora uma menininha que daqui poucos dias virá perfumar e dar mais brilho à minha vida e a de todos a nosso redor. 

Engraçado, acho que lá no fundo eu sempre soube que sempre seria mãe de menina, não levo muito jeito com meninos, acho que não saberia cuidar de um menino, e no fim das contas ia acabar enfeitando demais a criança!

Ao contrário do dia de todas as ultras que fiz, hoje acordei extremamente calma e sem expectativa nenhuma,  parei de criar expectativas pra não me frustrar, afinal, o intuito da ultra era apenas mostrar se o bebê (ainda sem sexo definido para nós) estava bem, nada além disso, saindo da clínica sabendo que meu filho estava bem me bastaria. 

Já na clínica expliquei para o médico toda a situação, que não sabia o sexo e não queria saber antes da hora do parto, mas se caso ele conseguisse visualizar e tivesse 100% de certeza que poderia contar para o Pablo que estava com cataporas de curiosidade. 

Assim que terminou o exame ele me perguntou se eu queria saber ou não, agradeci com um sorriso a cortesia, mas não queria saber e continuei firme no meu propósito, enquanto limpava minha barriga, Pablo e o médico foram para fora da sala e lá o Pablo soube o sexo do bebê. 

Alguns minutos mais tarde, já na recepção aguardando o dvd da ultra, o Pablo comentou comigo que gostou muito da clínica e do médico que fez a ultra dela. DELA

Fiz cara de pastel amanhecido, e ele ficou branco, afinal, soltou sem querer.

E foi assim, que descobri que hoje meu mundo fica mais rosa ainda, mais uma menina. Pra ser companheira, amiga, pra fazer meu amor se multiplicar e crescer mais ainda, pq no meu coração esse amor só cresce, só se multiplica. 

Minhas meninas, meus raios de sol ... quanto amor!
E como são minhas garotas, uma música só pra elas:

"I don't need no money fortune or fame
I've got all the riches baby
One man can claim

Well, I guess you'll say
What can make me feel this way"
My girl (my girl, my girl)

6 de maio de 2013

Da insegurança materna.

Nem sei por onde começar esse post, mas vamos lá. 

Desde que Yasmin e eu deixamos de ser uma única pessoa, nos separamos apenas uma vez, em julho de 2012 quando fiz uma cirurgia e fui obrigada a ficar internada cinco dias, de segunda a tarde a sexta de manhã, e sem poder vê-la, eu sabia dela apenas o que me falavam pq infelizmente ela não pôde me visitar (até pq hospital não é ambiente pra criança que está saudável!). 

Uma das recordações mais fortes que tenho desse dia foi que ela não poderia me acompanhar até o quarto da internação, quem me levou pro hospital foram meus pais pq o Pablo estava trabalhando, arrumei minha mala e seguimos nós quatro para o hospital e tive que me despedir dela na recepção, somente minha mãe seguiria comigo até o quarto, meu pai e ela aguardariam minha mãe voltar, não podiam seguir comigo. 

A cirurgia era de alto risco, então eu não sabia se os veria novamente, e a incerteza do futuro naquele momento me deu desespero, poderia ser a última vez que veria minha filha, meus pais, poderia ter sido a última manhã que preparei café para o meu marido e com um beijo desejei à ele um bom trabalho, poderia ter sido a última vez que vi minha irmã ... nunca tive medo da morte, mas sempre que paro pra pensar que posso ir antes daqueles que amo, e deixa-los desamparados, me dá uma angústia, um nó na garganta ... 

Peguei minha Pipoquinha no colo, senti seu cheirinho, abracei forte, apertei, pedi pra que ela se comportasse na minha ausência, beijei o pescocinho mais gostoso do mundo e a entreguei para o meu pai, com o coração apertado a entreguei e não olhei pra trás, pq sabia que se olhasse para trás desistiria da cirurgia. 
Segui em silêncio com a minha mãe até o quarto, ela me deu um abraço, disse que daria tudo certo, seus olhos estavam marejados de lágrimas, e assim como eu fiz com a Yasmin, ela me deu as costas e foi embora sem olhar pra trás, pq tenho certeza que se tivesse olhado e me visto com medo, teria pego minha mala e me levado de volta pra casa. 

A cirurgia seria as 7 da manhã e eu não consegui dormir nada, virei a noite acordada, escrevi no diário que mantenho pra ela, assisti a primeira temporada de um seriado novo que levei, passeei pelos corredores ... fiz tudo, menos dormir. Meu pensamento era um só "o que vai ser da minha filha e da minha família se eu morrer?". 

Uma das últimas lembranças que tenho de antes de ser sedada é ter falado pro meu cirurgião "O senhor tem que me trazer de volta pq eu tenho uma família linda, uma filha maravilhosa, um marido fora do sério e uma cachorrinha que dependem de mim!", ele sorriu e disse que eu voltaria sim, e voltaria bem melhor. Dito e feito. 

Fui internada na segunda, operada na terça as 7:30, e passei a terça feira na UTI, e segundo o Pablo, estava tão drogada que estava até vesga, me lembro de pouquíssimas coisas da terça feira. Quarta feira tomei banho na UTI mesmo e fui para o meu quarto receber as visitas. Quinta feira estava saracoteando pelos corredores pra ajudar a circulação e falando pelos cotovelos. Sexta feira de manhã fui embora pra casa. 

Nesse período todo, quem ficou com a Yasmin pra mim foram meus pais, minha irmã e meu marido, na época ela tinha 1 ano e 5 meses, e ficou muito bem. 
Decidi que só queria saber notícias dela, não queria falar com ela por telefone pra evitar desgaste emocional da minha parte, e pra não deixa-la agitada ou me chamando. Foi triste, sofrido e dolorido pra mim, mas deu certo, ela ficou muito bem. 

Sexta feira eu estava eufórica em voltar pra casa, queria abraça-la, sentir seu cheirinho, brincar com ela, enfim, queria minha vida de volta. 
Cheguei em casa as 8:30 da manhã. Ela dormia, mas assim que ouviu minha voz acordou. Ficou em pé no berço, pegou a mamadeira e disse "momóin!" e estendeu os braços para que eu a pegasse. 
Como não poderia fazer esforço nenhum, sentei na cama e o Pablo a colocou sentada no meu colo, ela me abraçou, começou a tomar a mamadeira e ficamos ali, abraçadas por um bom tempo naquele momento de reencontro que era só nosso e de mais ninguém. 

Aquela foi a maior recepção do mundo, senti no abraço e pelo olhar que ela sentiu minha falta, e se sentiu minha falta é pq venho desempenhando be meu papel de mãe. 

Aí vem a pergunta, e o que essa história toda tem a ver?

Tem a ver que esse mês nasce o Marshmallow, e eu terei que deixá-la pela segunda vez e me dói tanto o coração só de pensar. 

Dessa vez retorno do hospital com um bebê lindo, saudável, fofinho, ela poderá me visitar (pq é a única exceção pra qual o hospital deixa crianças fazerem visitas), mas o coração não deixa de ficar apertado em saber que ficarei longe dela por algum tempo. 

Lá poderei me dedicar exclusivamente ao Marshmallow, mas sem a presença dela a todo momento parece que alguma coisa está faltando, parece não, está faltando, está faltando ela comigo o tempo todo, me chamando a cada dois segundos, pedindo pra eu sentar ao lado dela pra ver desenhos, falando que quer mamar, que quer sair, fazendo bagunça pra eu arrumar ... 

Sei que chega a ser egoísmo pensar assim, afinal, o bebê vai precisar muito de mim nesse início, aliás, no início o bebê só precisa da mãe, mas a sensação que tenho é que estou traindo a Yasmin, é algo tão estranho que nem tem como definir. 

Se eu amo o Marshmallow? Demais.
Nunca vi o rostinho, não sei se é menina ou menino, não senti seu cheirinho, não o segurei nos braços ainda, mas sim, ele já é um bebê extremamente amado e desejado por nós. 
Não é diferença entre filhos, até pq amor de mãe não tem como ser dividido, é algo tão mágico que só pode  ser acrescido, só cresce, não subtrai, não divide, só cresce e se multiplica. 

Mas me sinto péssima em deixar a Yasmin aqui novamente, pq hoje sim ela sente minha falta, não pode me perder de vista, chora se estou longe ... 

No fim das contas sei que ela vai ficar muito bem com o pai, com a tia, com os avós, e até com uma vizinha querida que a ama muito e ela ama muito, eu sei que vai dar tudo certo, mas descobri que além da minha tendência pro drama a la Maria del Bairro eu dependo muito mais dela do que ela de mim. 

E agora que o grande dia se aproxima, o negócio é enfiar toda angústia e sentimento esquisito num saquinho e jogar na lixeira no caminho do hospital pq obrigatoriamente as coisas terão que se encaixar e dar certo, não é uma questão de escolha, tem que dar certo ou tem que dar certo, mas assim como o nascimento dela me trouxe um friozinho na barriga, eu posso afirmar que o nascimento do Marshmallow tá trazendo um friozão!

Enfim, vou esperar pra ver no que dá (e que dê certo!!). 

Beijos 


 

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